Telecomunicações

Brasil. Justiça aceita recuperação judicial da Oi

Fotografia: Nacho Doce / Reuters
Fotografia: Nacho Doce / Reuters

Decisão da justiça brasileira surge nove dias depois de a Oi ter avançado com um processo de recuperação judicial.

A Justiça brasileira aceitou o pedido de recuperação judicial da Oi, incluindo no processo as empresas estrangeiras do grupo. Estão assim oficialmente em recuperação das seis empresas do grupo, incluindo a PT Finance. A portuguesa Pharol é a maior acionista da Oi com 27,2%.

Leia aqui a decisão do juiz

Com uma dívida de 65 mil milhões de reais, cerca de 17 mil milhões de euros, este é o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil.

O juiz determinou ainda que a Anatel, regulador das telecomunicações, apresente no prazo de 5 dias até cinco nomes “de pessoas jurídicas com idoneidade e expertise sobre a matéria, para serem avaliados por esse Juízo para nomeação como administrador judicial deste caso”.

Com esta decisão, publicada ontem, a Oi tem 60 dias úteis para apresentar o plano de recuperação da companhia.

Ainda a Justiça não tinha aceite o pedido de recuperação judicial da Oi já a operadora brasileira vinha mantendo negociações com os credores, segundo adiantou Marco Schroeder à Valor Econômico. De acordo com o CEO da Oi, a empresa pretende apresentar um plano de recuperação judicial ainda antes do prazo de 60 dias, caso cheguem a bom termo as negociações. Emissão de ações, pagamentos débitos com os títulos, prazos de pagamento diferenciados e perdão de parte da dívida (em alguns dos casos) são as hipóteses que a Oi tem em cima da mesa para negociação.

A Oi ainda tem negociações formais a decorrer com eventuais novos sócios, mas Schroeder realçou que há dois investidores que já aumentaram a sua posição na companhia. O Morgan Stanley aumentou posição para 7,6% enquanto o fundo Bridge tem 5,92% da Oi. Este último já manifestou inclusive em participar na gestão da Oi.

“Não estudamos a venda de ativos isolados no Brasil. Fora do Brasil, podemos considerar”, disse Marco Schroeder.

A Oi tem no mercado a sua posição de 25% na Unitel, tendo sido noticiado que estão a decorrer negociações para a venda da sua participação em Timor Leste. Ativos que a companhia absorveu com a fusão com a PT SGSP, hoje Pharol.

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