Brasileira Oi nega reestruturação de dívida. Ações recuam para valores de 2012

Bayard Gontijo, CEO da Oi
Bayard Gontijo, CEO da Oi

As ações da brasileira Oi recuaram para valores de 2012, mesmo depois da operadora brasileira ter desmentido informação avançada pela Veja de que tinha contratado o Rothschild para reestruturar dívida.

As duas categorias de ações da empresa estão a recuar 7,77%, para 3,56 reais e 8,98%, para 3,65 reais, após a informação avançada pelo colunista da Veja Lauro Jardim no domingo.

Hoje a Oi já reagiu. Em comunicado, a empresa garante que “não há discussão em andamento sobre reestruturação da sua dívida e que não contratou nenhum banco para assessorá-la nesse assunto”.

A operadora liderada por Bayard Gontijo clarifica que, efectivamente, o Rothschild & Sons no Brasil “foi contratado para realizar trabalho de avaliação para a otimização da utilização dos recursos recebidos na venda da PT Portugal SGPS S.A., com o objetivo de alongamento dos prazos e melhoria do perfil de endividamento da Companhia”.

De acordo com a informação recolhida pelo Dinheiro Vivo, a Oi tem vindo há cerca de três meses a trabalhar com Rothschild & Sons para avaliar de que modo pode ser aplicado o dinheiro que entrou em caixa com a venda da PT Portugal à Altice. Vários cenários estão a ser avaliados, se o pagamento de dívidas com um curto prazo de maturidade, se o prolongamento dos prazos da dívida, bem como a aplicação do mesmo na consolidação no Brasil. Definição deverá ter em conta o plano estratégico para a companhia. Cenários deverão ficar fechados até ao final do ano.

A venda da PT Portugal à Altice, de resto, foi aprovada pelos acionistas e obrigacionistas da Oi sob determinadas condições, nomeadamente, de que o encaixe obtido fosse usado ou para reduzir dívida ou financiar a participação da Oi na consolidação do mercado brasileiro, que poderá passar por uma fusão com a TIM Brasil.

Até junho a Oi tinha uma dívida líquida de 34,6 milhões de reais (8,9 mil milhões de euros).

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
António Costa e Silva, responsável pelo plano para a economia nacional nos próximos dez anos.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Plano de Costa Silva. As bases estão lá, falta garantir boa execução

Filipe Santos, dean da Católica Lisbon Business and Economics ( Pedro Rocha / Global Imagens )

Filipe Santos: Risco de austeridade? “Depende de como evoluir a economia”

Filipe Santos, dean da Católica Lisbon Business and Economics ( Pedro Rocha / Global Imagens )Filipe Santos
( Pedro Rocha / Global Imagens )

Filipe Santos: Há um conjunto de empreendedores que vai continuar

Brasileira Oi nega reestruturação de dívida. Ações recuam para valores de 2012