Brasileiro BTG vende ativos e ex-presidente deixa de ter controlo

Banco brasileiro é sócio da Oi e está envolvido nas negociações com vista a fusão com a TIM Brasil. Oi não comenta eventual impacto do escândalo envolvendo o BTG nas negociações.

O BTG Pactual vendeu os 12% que detinha na rede de hospitais  Rede D'Or São Luiz para o fundo soberano de Singapura por 2,38 mil milhões de reais (cerca de 580 milhões de euros), comunicou ao mercado o banco brasileiro. No mesmo dia em que anunciou que o seu antigo presidente, André Esteves, detido no âmbito do caso Lava Jato, tinha deixado de ter controlo acionista sobre o banco.

O BTG é acionista da Oi, operadora brasileira onde a Pharol detém 27,18%, estando envolvido nas  negociações com a LetterOne com vista à sua entrada no capital da Oi e à fusão com a TIM Brasil.

A mudança de controlo acionista resulta de uma "permuta de ações" entre André Esteves e os outros sete sócios, tendo com esta operação o controlo do banco passado para as mãos grupo Top Seven Partners, composto pelos gestores Marcelo Kalim, Roberto Balls Sallouti, Persio Arida, Antonio Carlos CantoPorto Filho,James Marcos de Oliveira, Renato Monteiro dos Santos e Guilherme da Costa Paes. A mudança ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central.

Oi não comenta impacto dos escândalo nas negociações para fusão

Com estas iniciativas o banco procura assim distanciar-se e mitigar o impacto da detenção do seu antigo presidente e sócio fundador, na sequência do seu alegado envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobrás.

O BTG Pactual teve um papel fundamental na definição da estratégia da Oi para a consolidação no mercado brasileiro, estando envolvido nas negociações com o fundo LetterOne  para a entrada no capital da Oi, onde quer injetar até 4 mil milhões de dólares, com vista a uma fusão com a TIM Brasil, controlada da Telecom Italia.

A Oi e o fundo do milionário russo têm sete meses para negociar em regime de exclusividade esta operação, com vista a desenhar igualmente uma proposta de fusão para apresentar à Telecom Itália. Mas até dia 15 de dezembro, data da assembleia geral da operadora brasileira, esse processo está em standby à espera de uma definição da operadora que, recentemente, sofreu alterações acionistas.

Se o escândalo envolvendo o acionista/negociador BTG Pactual está a afectar este processo a Oi não diz. Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial da companhia não quis comentar.

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