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Bright Pixel apoiou criação de 14 novos projetos tecnológicos

Fotos a Celso Martinho, da incubadora de startups Bright Pixel, que pertence ao grupo Sonae. 
.(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Fotos a Celso Martinho, da incubadora de startups Bright Pixel, que pertence ao grupo Sonae. .(PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Desde a sua fundação em 2016, a empresa já apoiou a criação de 14 novas startups. O fundo Bright Ventures, dotado de 8 milhões de euros, alavancou seis desses projetos.

Apresenta-se como um company building studio para a área tecnológica, e tem como missão procurar novas oportunidades de negócio. Para isso é fundamental atrair talento, apoiar o desenvolvimento de novos projetos e investir neles. A Bright Pixel (BRPX) nasceu em 2016 pela mão de Celso Martinho, ex-diretor da Sapo, e em parceria com a Sonae IM (Investiments Managements, a área do grupo focada no investimento em empresas tecnológicas), foi crescendo e desenvolvendo a sua atividade.

Situada em Lisboa, mas com instalações também no Grande Porto, a empresa já apoiou cerca de 14 projetos desde a sua fundação. Celso Martinho, CEO, adianta que seis desses investimentos foram realizados através da Bright Ventures, dotada com um fundo de oito milhões de euros para investir em projetos, como cofinanciadora.

A atividade da BRPX desenrola-se em três fases: a primeira consiste numa espécie de consultoria aos empreendedores, ou seja, é dando apoio sobre aquilo em que vale a pena investirem e qual o caminho que devem dar aos seus projetos. Ou seja, faz uma espécie de mediação e cria as sinergias para que as ideias aconteçam. “E fazemos isto porque temos uma maior sensibilidade do que faz falta no mercado”, explica o fundador.

Numa segunda fase, a empresa faz a incubação de startups nas suas instalações, atualmente na Rua da Emenda, na zona do Chiado, onde são mais uma vez apoiadas nas suas ideias, passando-se então à terceira fase, a do investimento: a criação da empresa, a procura do talento necessário para que se desenrole e a procura de novos investidores para que a empresa cresça, acelerando assim os seus planos de expansão.

Muito centrada nas áreas de retalho, na cibersegurança e no big data, a BRPX é também um projeto inovador no panorama nacional, pois não é apenas uma incubadora tradicional de negócios. Pretende não só atrair talento e testar inovações, num ambiente de partilha, como aproximar o talento e os meios académicos a empreendedores e a outras empresas. A NOS e a Sonae desenvolvem aqui novas ideias para produtos e serviços que apoiem os seus negócios. A Sonae IM agrega já empresas como a WeDo Technologies, a Saphety, ou a Movvo e olha para a BRPX como um hub entre Portugal e a Europa, reforçando o seu portefólio com novas empresas e investimentos, gerando oportunidades de investimento nacionais e internacionais.

Parcerias internacionais

Para já, as parcerias internacionais são uma aposta que começa a dar os seus frutos. Recentemente a Bright Pixel assinou a sua primeira parceria internacional com a espanhola EGI Booster, empresa de aceleração de startups que se enquadra nos planos de sinergias nesta área de negócio da Sonae. A empresa espanhola trabalha com nove startups ao longo de um ano, três programas de três meses de cada vez, trabalhando de uma forma muito intensa.
Celso Martinho afirma que esta é uma estratégia a que querem dar continuidade. “Já temos muitas parcerias em Portugal, sobretudo com incubadoras de bastante reputação como a StartUp Braga e outras, mas não queremos ter barreiras geográficas”. Este é, pois, o caminho que a empresa quer continuar a trilhar, sempre na procura do objetivo máximo de encontrar boas oportunidades de negócio para investir.

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