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British Airways, EasyJet e Lufthansa na linha da frente para comprar Air Berlin

Fotografia: REUTERS/Pawel Kopczynski
Fotografia: REUTERS/Pawel Kopczynski

Companhia aérea alemã deverá ser dividida. Apenas British Airways apresentou proposta por toda a empresa

O grupo IAG, dono da British Airways e da Iberia, a Lufthansa e a EasyJet são o trio de candidatos na linha da frente para comprar a Air Berlin. As propostas preliminares para a compra da companhia alemã foram analisadas na quinta-feira pelos credores, de acordo com o jornal alemão Handelsblatt.

“A Lufthansa preparou-se para este dia de forma excelente e apresentou uma oferta muito sólida”, referiu uma fonte industrial ao jornal alemão. A mesma fonte avisa, no entanto, que a oferta do grupo IAG “pode ser seriamente perigosa” para a Lufthansa.

O dono da British Airways deverá incluir a Niki, a unidade low-cost da Air Berlin, para crescer para outros mercados. O grupo IAG já tem duas companhias aéreas de baixo custo, como a Vueling e a mais recente Level.

A Lufthansa só terá apresentado uma oferta pela Niki e por 38 aviões da Air Berlin, que já estão emprestados pela companhia que faz parte da aliança Star Alliance.

A EasyJet também estará na linha da frente para a compra da Air Berlin, de acordo com a Bloomberg. A companhia britânica poderá ficar com as rotas de Berlim, Hamburgo, Munique e Düsseldorf.

Ainda há duas outras propostas que foram avaliadas: do investidor Hans Rudolf Wöhrl e do empresário Utz Claasen. Mas os credores dificilmente deverão avaliar as duas últimas propostas por dúvidas sobre os planos de viabilidade para a Air Berlin.

O comprador da Air Berlin deverá ser anunciado a 25 de setembro, um dia depois das eleições alemãs e depois de os credores terem a certeza de as más notícias dissiparem-se com os resultados do sufrágio. Admite-se que partes da companhia acabem por ser liquidadas por falta de interessados.

A Air Berlin entrou em processo de insolvência em meados de agosto. Tem uma dívida acumulada superior a mil milhões de euros e registou prejuízos de 782 milhões de euros em 2016.

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