Comércio

Bruxelas desbloqueia compras online a tempo do Natal

ecommerce

Acesso a serviços de transportes e a conteúdos audiovisuais serão as exceções à nova legislação europeia.

As compras online vão mudar até ao final do ano na União Europeia. Até 3 de dezembro serão levantadas as restrições regionais nas lojas eletrónicas, ao abrigo das regras para o mercado único. Haverá, no entanto, duas exceções: o acesso a serviços de transportes e a conteúdos audiovisuais, refere um artigo da revista Retina, do jornal El País.

“A partir do Natal de 2018, as pessoas não terão de se preocupar com o bloqueio ou o redirecionamento dos sites, só porque elas ou o seu cartão de crédito têm origem num país diferente”, de acordo com uma declaração conjunta de Andrus Ansip, vice-presidente da Comissão Europeia e comissário para o mercado único digital; Elzbieta Bienkowska, comissária para o mercado interno; e Mariya Gabriel, comissária para a Economia e sociedades digitais.

A partir de dia 3 de dezembro, os vendedores terão de garantir aos compradores que podem completar a compra online sem barreiras ou medidas discriminatórias devido ao país de origem.

Até agora, segundo o jornal espanhol, as lojas online eram muito fechadas às compras por estrangeiros. Apesar de 95% das lojas deixarem ver os produtos, existia quase sempre uma barreira: mais de metade destas lojas (51%) impedia que o cliente introduzisse a morada.

Esta prática, de acordo com o especialista Roberto Palencia, fazia lembrar hábitos antigos mais próximos do comércio tradicional. “A maioria da retalhistas vem de modelos comerciais tradicionais”, recorda o diretor do Observatório Ecommerce ao jornal espanhol. Estas lojas estavam habituadas a operar em zonas geográficas delimitadas.

A venda de eletrodomésticos e de produtos eletrónicos são as duas áreas que têm mais restrições de compras com base na localização dos clientes.

Exceções

A liberdade de compras online no espaço europeu, no entanto, vai ter algumas limitações, na área de transportes e dos conteúdos audiovisuais.

Os transportes vão ficar de fora porque estão enquadrados numa legislação própria; os conteúdos audiovisuais (como as séries nas plataformas de streaming) estão a ser debatidos em sede própria. “Este é um melão muito difícil de aceitar porque entram em jogo vários conceitos: os direitos dos consumidores e os direitos de emissão. Isto acabará por mudar, porque a realidade é que caminhamos para modelos de distribuição globais, embora possa demorar décadas”, acrescenta Roberto Palencia.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

Pedro Queiroz Pereira

Pedro Queiroz Pereira deixa império de mil milhões

Pedro Queiroz Pereira, presidente do conselho de administração da Semapa

Semapa: “Mais do que um património, PQP deixa força e deixa valores”

Outros conteúdos GMG
Bruxelas desbloqueia compras online a tempo do Natal