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Bruxelas investiga a compra de Shazam pela Apple

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Regulador quer até 4 de setembro decidir sobre a compra da aplicação. Receia que a Apple ganhe uma vantagem competitiva injusta

Bruxelas avançou para uma investigação aprofundada sobre a compra da Shazam pela Apple. A União Europeia receia que o negócio permita à Apple usar os dados da aplicação para reencaminhar clientes para o seu serviço de música, o Apple Music.

Bruxelas quer investigar se a Apple não terá acesso a informação comercialmente sensível sobre serviços de streaming de música concorrentes e, se estes não serão prejudicados se a tecnológica decidir impedir que a aplicação remeta os clientes para serviços concorrentes.

“Acesso a este tipo de informação permite à Apple de dirigir-se diretamente aos clientes dos seus concorrentes e encorajá-los a mudar para a Apple Music”, considerou Bruxelas em comunicado. “Como resultado, serviços de streaming de música poderão ser colocados em desvantagem competitiva.”

Leia ainda: Há novas regras no Facebook. Saiba o que fazer agora

Em fevereiro, o regulador europeu da concorrência anunciou que iria investigar a aquisição depois de pedidos da Áustria, França, Islândia, Itália, Noruega, Espanha e Suécia. Agora compromete-se até 4 de setembro fechar a investigação sobre a operação que terá rondado os 400 milhões de dólares, segundo noticiou a TechCrunch. O valor, nunca confirmado por nenhuma das empresas, é uma das maiores compras feitas pela Apple que, em 2014, pagou 3 mil milhões de dólares pela Beats Electronics e que, em 1996, comprou a NeXT por cerca de 400 milhões.

Os reguladores europeus estão preocupados com a forma como as empresas de tecnologia usam os dados que recolhem. O ano passado o Facebook, que enfrenta um escândalo sem precedentes com o caso da Cambridge Analytics, foi multado por não ter revelado que podia fundir os seus dados com os da aplicação de mensagens WhatsApp durante a análise da operação em 2014.

A Europa também está a apertar as regras de privacidade, tendo levado a empresas a efetuar alterações sobre o tipo de dados que estão a recolher sobre os seus clientes.

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