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Burger King em Portugal cresce “acima da média global”

Fernando Machado, chief marketing officer do Burger King

Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
Fernando Machado, chief marketing officer do Burger King Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens

Marca americana de fast food quer abrir pelo menos mais 40 restaurantes nos próximos três anos, com o parceiro Ibersol.

A Burger King tem uma meta clara para o mercado português: crescer. “Temos mais de cem restaurantes e a expectativa de abrir, pelo menos, mais 40 nos próximos três anos com o nosso principal parceiro, a Ibersol”, garante Fernando Machado, chief marketing officer do Burger King a nível mundial.

“É um país que tem crescido acima da média global, onde temos uma ambição grande de abrir mais restaurantes. Não são todos os países que aumentam em quase 50% (o número de espaços) em três anos”, reforça. “Juntamente com Espanha tem um significado grande no portefólio da Burger King. Está no top 5 em termos de sub-região global.” Crescimento previsto irá refletir-se no número de colaboradores, que hoje são cerca de três mil.

Não surpreende por isso que Portugal tenha sido um dos 25 mercados europeus a receber no seu menu a nova estrela do Burger King: o Rebel Whopper, o seu hambúrguer feito à base de plantas. Depois do Impossible Whopper, esta é a nova aposta da cadeia da Restaurant Brands International para conquistar uma fatia do mercado alternativo de carne que, segundo as estimativas do Barclays, vale globalmente 14 mil milhões de dólares. “Estamos a olhar de forma holística para a oportunidade dos produtos à base de plantas.” EUA, Brasil e Suécia foram os mercados onde inicialmente a marca avançou com esta oferta. “Há um desejo do consumidor de comer menos carne e a preocupação com o impacto ambiental.”

Não é a primeira cadeia a avançar por esta via. A McDonald’s, por exemplo, anunciou, em setembro, a venda do novo hambúrguer P.L.T. – plant, lettuce, tomato (planta. alface, tomate). Mas trata-se de um piloto a funcionar apenas em 28 restaurantes, durante 12 semanas. “O mérito que tivemos foi termos feito em escala, em mais de sete mil restaurantes nos EUA. Fizemo-lo no Brasil, primeiro em São Paulo e agora a nível nacional”, descreve. Em novembro, depois da Suécia, a cadeia colocou esta oferta em 2500 restaurantes na Europa.
“O impacto para o negócio foi positivo. O resultado da Burger King em vendas totais no terceiro trimestre foi mais 10%, muito impulsionado pelo lançamento (em agosto) do Impossible Whopper a nível nacional nos EUA, o principal mercado”, adianta. Os melhores resultados trimestrais da marca em termos de vendas desde 2015.

“Os produtos baseados em plantas têm hoje grande aceitação”, afirma Fernando Machado. “Os consumidores estão cada vez mais a exigir produtos reais, sem corantes, conservantes, frutose… Temos feito bastante trabalho no sentido de ‘limpar’ o nosso portefólio. Na Europa já é bastante mais limpo do que nos EUA, onde os nossos hambúrgueres de carne de vaca e frango já não têm cores ou sabores artificiais”, diz. “Temos feito bastante progresso e, muito provavelmente, nos próximos 12/18 meses vamos comunicar tudo isto.”

A procura por “produtos reais” não é a única tendência a emergir: o digital é a onda que a marca quer surfar. “Temos uma equipa de tecnologia interna, parceiros externos muito fortes, temos investido bastante neste pilar”, afirma. “Em Portugal, até ao final do ano, mais de metade dos restaurantes vão ter o quiosque de pedidos digital.”

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