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Cachecol com nebulizador para tratar doenças respiratórias

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Cachegrip foi desenvolvido para minimizar a prevalência, virulência, morbilidade e mortalidade das doenças do foro respiratório, amenizar a sintomatologia agressiva, encurtar o tempo de tratamentos e permitir a mobilidade dos pacientes

O Cachegrip é um nebulizador para tratamento e prevenção de doenças respiratórias, incorporado dentro de um cachecol, que foi desenvolvido por Jorge Carvalho e a sua equipa da empresa Clever Action, em Santo Tirso. A ideia é que, quando for introduzido no mercado, revolucione a forma como os doentes tratam este tipo de doenças, pois irá minimizar a prevalência, virulência, morbilidade e mortalidade das doenças do foro respiratório, amenizar a sintomatologia agressiva, encurtar o tempo de tratamentos e permitir a mobilidade dos pacientes, evitando o isolamento atualmente recomendado.

“O dispositivo nebulizador está inserido dentro do cachecol. Pode ser programado e supervisionado por uma entidade médica. Permite fazer nebulizações contínuas ou regulares em espaços de tempo predeterminados”, explica Jorge Carvalho, gestor do projeto. Deste modo, garante, será mais fácil “debelar uma infeção, prevenir alergias ou distribuir medicamentos com efeitos paliativos, tornando as doenças respiratórias mais fáceis de suportar”. Isto permitirá mais conforto aos doentes no seu dia-a-dia e evitará algumas limitações impostas pelas doenças.

O Cachegrip funciona com pilha e é acionado por um botão para ligar e desligar. É dotado de sistema de automação e sistema de comunicação digital que permite ao médico programar, regular e monitorizar, remotamente, o frequência e os tempos das aplicações, bem como, as dosagens, tamanho das partículas efluxos das soluções medicamentosas a nebulizar e a sua correta utilização. O nebulizador é amovível, incorporado num cachecol ou lenço de pescoço, o que facilita a sua limpeza, desinfeção e uso, designadamente, por parte de crianças que hostilizam os aerossóis livres gerados pelas atuais tecnologias e porque oferecem aparência de normalidade quando se está em locais públicos, por exemplo.

Anualmente, centenas de milhões de pessoas sofrem doenças respiratórias evitáveis, nomeadamente, infetocontagiosas e alérgicas e cerca de 4 milhões morrem prematuramente, o que não aconteceria se fossem prevenidas as suas causas, como contágios com agentes etiológicos ou vetores de transmissão, e, devidamente tratadas em termos de virulência e enfermidade: a aerosolterapia é a técnica médica preferida para o seu tratamento dado promover maior eficácia, curativa e paliativa, com menores doses de medicamento, maior rapidez de ação, menor absorção sistémica e menores efeitos adversos como, esforço fisiológico na sua eliminação e resistência aos medicamentos, por exemplo; a aerosolterapia assume importância acrescida, para futuro, à medida que se aperfeiçoam e criam novos fármacos (Ex:. anti replicativos virais e bacterianos), cujos níveis de eficácia e eficiência dependem de aplicações contínuas ou frequentes em tempos reguláveis.

Ora, o Cachegrip, satisfazendo todos estes requisitos, permitirá debelar as doenças num espaço de tempo mais curto, sem privar os pacientes da vida quotidiana e permanentemente aliviados de sintomatologia agressiva, para além de que terá função preventiva importantíssima no caso de doenças infetocontagiosas.

A equipa da Clever Action, que inclui dois gestores e três técnicos investigadores, trabalhou então para desenvolver o produto.

O doente “mete o cachecol e pode ir para o trabalho ou outro local a nebulizar, não tendo de se isolar. A pessoa deixa de se isolar em casa para não infetar outras pessoas e não tem de usar um grande aparelho para fazer a nebulização. Pode fazer a sua vida normal, estando a sintomatologia agressiva a ser tratada em contínuo. O período de afetação da doença no paciente é encurtado, comparativamente aos tratamentos normais, reduzindo a quantidade de medicação, as hospitalizações e outras situações associadas”, assegura Jorge Carvalho.

Graças a um investimento inicial da empresa, na ordem dos 300 mil euros, foi criado um primeiro protótipo. Agora, a empresa “aguarda uma parceria com uma empresa farmacêutica, para o poder testar e avaliar o seu desempenho em contexto real”. Quando as dificuldades forem ultrapassadas, Jorge Carvalho acredita que o Cachegrip chegará “rapidamente ao mercado”.

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