CaixaBank. Venda do BFA não deve alterar preço da OPA ao BPI

CaixaBank já solicitou registo da OPA e, apesar da venda de 2% do Banco Fomento de Angola, o preço oferecido deve permanecer inalterado

A venda da posição de controlo no Banco Fomento de Angola (BFA) por parte do BPI não deverá implicar alterações ao preço oferecido pelo CaixaBank na oferta pública de aquisição (OPA) sobre o banco português.

O CaixaBank já fez chegar o pedido de registo da oferta à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), que terá oito dias para analisar se aceita ou recusa o mesmo - calendário que, todavia, fica dependente da chegada das autorizações regulatórias que ainda faltam, como a não oposição dos supervisores Banco Central Europeu ou Banco de Angola.

Será no âmbito desta análise ao pedido de registo da OPA que o supervisor dos mercados irá igualmente avaliar se os 2% que vão passar do BPI para a Unitel tem impacto no valor do banco. Mas apesar de esta análise ser obrigatória, fonte ligada à oferta avançou ao Dinheiro Vivo que a análise ao impacto da venda do BFA pelo BPI não deverá implicar alterações ao preço que o CaixaBank tem hoje em cima da mesa, de 1,134 euros por ação do BPI.

Na última sexta-feira, o banco presidido por Fernando Ulrich comunicou ao mercado ter chegado a acordo para a venda de 2% do BFA à Unitel por 28 milhões de euros. O negócio, apesar da dimensão da fatia em causa, implica uma alteração profunda: a fatia é suficiente para retirar a maioria do capital do BFA das mãos do BPI, que ficará com 48,1%, e a Unitel, de Isabel dos Santos, a elevar a participação para 51,9% - ou seja, ganhando o controlo do banco.

Além da análise ao pedido de registo, o calendário da OPA determina ainda que a administração do BPI deverá voltar a pronunciar-se sobre os termos da oferta até ao próximo dia 19 de outubro.

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