Câmara de Lisboa deixa EDP e faz contrato com Endesa

Autarquia passou para o mercado livre de eletricidade e escolheu a empresa espanhola. Poupanças serão de 500 mil euros euros.

A Endesa vai ser o novo fornecedor de eletricidade da Câmara Municipal de Lisboa, um contrato no mercado livre de energia que valerá à empresa espanhola oito milhões de euros ao longo de um ano.

Até agora, a autarquia era cliente da EDP Serviço Universal, ou seja, estava ainda no mercado regulado. Contudo, optou por não escolher a EDP Comercial que é o operador do grupo para o mercado liberalizado.

O acordo inclui o fornecimento de energia para a iluminação pública, semáforos e painéis publicitários da capital portuguesa e "permitirá uma poupança na fatura de eletricidade do município de cerca de meio milhão de euros", acrescenta a Endesa esta quarta-feira num comunicado enviado às redações.

Com 550 mil habitantes concentrados numa área de 100 km2, Lisboa é a maior zona urbana portuguesa e, como tal, tem uma conta de eletricidade elevada que, em 2013 por exemplo, era de cerca de 12 milhões de euros, dos quais metade para a iluminação pública.

De acordo com a elétrica, que fechou este contrato no mercado livre de eletricidade, "esta poupança é possível graças à redução de preços relativamente ao mercado regulado". No entanto, não revela qual o desconto aplicado à autarquia.

A Endesa, que opera no mercado liberalizado português desde maio de 2002, destaca sim que "com esta adjudicação, acrescenta um cliente importante à sua carteira", principalmente à dos grandes consumidores, como é o caso da autarquia.

No total do mercado, tem uma quota média aproximada de 18,8%, segundo dados do regulador relativos a novembro de 2015 e é, por isso, o segundo maior operador a seguir à EDP Comercial, com cerca de 174 mil clientes de eletricidade.

O próximo passo é agora crescer no mercado livre do gás para domésticos onde a Endesa entrou em agosto do ano passado, tendo atingido em menos de sete meses mais de seis mil clientes, diz no mesmo comunicado. "A empresa procura deste modo aumentar a sua presença no mercado português, uma das prioridades anunciadas no Plano Estratégico", remata.

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