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Cancelamento de voos da TAP. Críticas chegaram aos Açores

O líder da Juventude Popular dos Açores disse hoje que a TAP está a cancelar "indiscriminadamente" as ligações aéreas com a ilha Terceira.

O líder da Juventude Popular dos Açores disse hoje que a TAP está a cancelar “indiscriminadamente” as ligações aéreas com a ilha Terceira, mas a transportadora salvaguarda que os cancelamentos surgem na sequência da “pouca procura” desta rota.

Em comunicado hoje divulgado, Alonso Miguel repudia a “forma indiscriminada” como a TAP está a “prejudicar” a ilha Terceira.

Segundo o dirigente centrista, estes “cancelamentos inusitados” e “sem aviso prévio” iniciaram-se na segunda-feira, tendo-se seguido os cancelamentos para os dias 06, 10, 13 e 15 de março, por parte da TAP.

“O dia 15 de março será realmente histórico porque os terceirenses pura e simplesmente ficarão sem voo de e para Lisboa. Mesmo quem quiser sair dos Açores por outra ‘gateway’ (Faial ou São Miguel) está a ser confrontado com grandes limitações”, afirmou o responsável pela JP/Açores.

Alonso Miguel referiu que o regime de liberalização da rota da Terceira, “tão autodefendido” pelo Governo Regional socialista, “nunca beneficiou a ‘gateway’ daquela ilha e os passageiros açorianos que dela queiram beneficiar”, estando este, agora, a ter um impacto “muito negativo nas acessibilidades”

A JP/Açores “repudia esta atitude lamentável” da TAP e “exige” que o executivo central dê explicações aos açorianos sobre esta “situação intolerável”, declarando que vai solicitar ao grupo parlamentar do CDS-PP na Assembleia da República que tente resolver esta situação.

Alonso Miguel pretende, por outro lado, que o Governo dos Açores explique se vai permitir que “esta situação venha a suceder, “prejudicando todos os terceirenses e demais açorianos” que queiram utilizar a ‘gateway’ das Lajes nos dias em que a TAP cancelou voos, ou se vai encontrar alguma solução alternativa.

André Serpa Soares, do gabinete de comunicação da transportadora explicou, em declarações à Lusa, que, com o fim do contrato de serviço público, passou a vigorar a lei da oferta e da procura e a TAP “tem ajustados os seus voos em função da procura efetiva”, o quem tem levado ao “cancelamento pontual de voos específicos” com baixa taxa de ocupação.

A operadora aérea tem, no entanto, cancelado os voos com 15 ou mais dias de antecedência, para que possa reacomodar os passageiros no dia anterior ou posterior ao seu voo, ainda segundo o responsável da TAP.

“A TAP tem que zelar obrigatoriamente pela rentabilidade da sua operação porque é única forma de servir todos os terceirenses. O princípio aplica-se a todas as nossas rotas”, explicou André Serpa Soares.

 

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