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Cantinas escolares. “Nunca nenhum miúdo ficou sem comer”

(Diana Quintela/ Global Imagens)
(Diana Quintela/ Global Imagens)

Entrevista a João Lobo, diretor comercial da Uniself 

Como explicam as reclamações sobre as refeições escolares?
Houve alguma responsabilidade da nossa parte, com a desorganização inicial nas rotas. Foram muitas escolas ao mesmo tempo, no mesmo dia e à mesma hora. Tivemos uma duplicação de meios e houve produtos alimentares que chegaram atrasados às escolas, trocas de ementas e de produtos, o que fez que houvesse distúrbios na produção, mas em duas ou três semanas ficou normalizado. Nunca nenhum miúdo ficou sem comer ou sem a devida quantidade.

Confirmam que serviram frango cru aos alunos?
O frango cru aconteceu porque uma cozinheira se enganou na contagem. Apesar de ser uma profissional experiente, foi para formação e a questão foi ultrapassada.

Ainda há reclamações à data de hoje?
Tivemos apenas 163 reclamações, em 160 mil refeições diárias nas escolas. Ainda há reclamações pontuais. Gostávamos de não ter nenhuma, mas é impossível. É uma operação de grande escala humana. Tivemos uma maior exposição a que não estamos habituados e mais pressão da opinião pública.

Conseguem assegurar qualidade quando as refeições escolares custam 1,40 euros?
Os preços são definidos pelo Estado. Numa operação de grande escala, para crianças, gostaríamos de ter mais valor para trabalhar. Mas é com grande critério de gestão que conseguimos fazer estes preços. Para uma criança, trabalhar com 80 cêntimos para matérias-primas já conseguimos fazer uma refeição digna. O resto do valor é para pagar ao pessoal. Essas são as regras do jogo. Se as refeições fossem todas a 1,40 euros não conseguia ter resultados financeiros. É nas várias unidades que se faz a rentabilidade.

O que esperam dos próximos anos letivos?
Temos mais dois anos letivos completos pela frente. Vamos tentar que não haja mais nenhuma confusão. Temos sempre uma estrutura interna apertada, com um grande controlo de custos. O mercado é muito flutuante e a nossa estrutura não pode aumentar, porque depois não podemos diminuir se perdemos clientes.

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