Energia

Capacidade de produção de carvão caiu pela primeira vez

Mina de carvão perto da cidade de Oaktown, Indiana, Estados Unidos. (EPA/TANNEN MAURY)
Mina de carvão perto da cidade de Oaktown, Indiana, Estados Unidos. (EPA/TANNEN MAURY)

Nos primeiros seis meses de 2020, a capacidade mundial de produção de carvão diminuiu em 2,9 gigawatts, ou seja -0,1%.

É algo nunca antes visto: a capacidade de produção de carvão diminuiu pela primeira vez, em todo o mundo, no primeiro semestre de 2020. A antecipação do encerramento de unidades produtivas e a desaceleração do surgimento de novos projetos foram os fatores que contribuíram para este facto inédito, de acordo com a organização não-governamental Global Energy Monitor.

Nos primeiros seis meses de 2020, a capacidade mundial de produção de carvão diminuiu em 2,9 gigawatts, ou seja -0,1%, segundo os dados divulgados por aquela organização esta segunda-feira.

“O coronavírus suspendeu o desenvolvimento de unidades de produção de produção de carvão em todo o mundo e é uma oportunidade única para os países reavaliarem os seus planos para o futuro da energia e escolher a melhor relação custo-benefício, que passa pela substituição da energia proveniente do carvão por energias limpas”, assinala a responsável por esta matéria-prima da Global Energy Monitor, Christine Shearer, citada pela Bloomberg.

Apesar de a China estar a desenvolver novos projetos para produção de energia com base no carvão, vários países da Europa e dos Estados Unidos estão a fazer a transição para formas de produção de energia mais amigas do ambiente.

Em Portugal, por exemplo, a EDP anunciou, há duas semanas, o encerramento da sua central a carvão em Sines – e também nas Astúrias, em Espanha – a partir de 2021.

Em Sines, deverá ser implementada uma unidade industrial de produção de hidrogénio, num consórcio que reúne EDP, Galp, REN, Martifer e os dinamarqueses da Vestas.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
coronavirus lay-off trabalho emprego desemprego

Empresas com quebras de 25% vão poder pedir apoio à retoma

Balcão da ADSE na Praça de Londres em Lisboa.

( Jorge Amaral/Global Imagens )

ADSE quer 56 milhões do Orçamento do Estado por gastos com isentos

Fotografia: Miguel Pereira / Global Imagens

Quase 42 mil empresas recorreram a apoios que substituíram lay-off simplificado

Capacidade de produção de carvão caiu pela primeira vez