Cardona, Catroga e Ilídio Pinho na EDP

António Mexia
António Mexia

António Mexia será mesmo reconduzido como CEO da EDP. A empresa
libertou ontem os nomes propostos para o Conselho de Administração,
na sequência da entrada dos chineses da Three Gorges no capital da
empresa e deverão ser aprovados na próxima assembleia geral
extraordinária, marcada para 20 de fevereiro.

Além de António Mexia como presidente, na administração
mantêm-se também o atual CFO, Nuno Almeida Alves, e Martins da
Costa. A maior surpresa é a saída de Ana Maria Fernandes da
administração da EDP – que troca a presidência da Renováveis
pela liderança da Energias do Brasil (maioritariamente detida pela
EDP), até agora nas mãos de Pita de Abreu, que regressa a Lisboa
como administrador. À frente da Renováveis ficará Manso Neto, que
se mantém também na administração da EDP. Cruz de Morais, até
agora responsável pelo negócio do gás natural, sai do conselho de
administração e entram Marques da Cruz e Miguel Stilwell.

Quanto ao Conselho Geral e de Supervisão, será, como já foi
noticiado, Eduardo Catroga a ocupar o lugar de liderança até agora
entregue a António de Almeida – que tornou público na semana
passada o seu mal-estar e o desejo de se afastar da liderança de uma
EDP que não consegue “desligar-se do poder político”, mesmo
depois de a Three Gorges ter comprado os 21,35% do capital detido
pelo Estado.

O lugar de vice-presidente será preenchido pelo líder da China
Three Gorges, Guangjing Cao, que tem nas mãos a fatia de leão da
elétrica portuguesa (o segundo maior acionista, a Iberdrola, tem uma
participação de 6,79%)

A grande surpresa neste órgão, que será alargado de 17 para 23
membros – quatro representantes da estatal chinesa, quatro dos
acionistas portugueses, um da Parpública (o Estado mantém uma
participação de 4%) e seis independentes – é a integração de
Paulo Teixeira Pinto. O ex-presidente do BCP, atualmente a liderar o
grupo editorial Babel, fará parte de um Conselho Geral e de
Supervisão que conta ainda, como o Dinheiro Vivo avançou, com
Celeste Cardona, bem como o general Rocha Vieira, Ilídio Pinho e
Braga de Macedo (todos com ligações aos partidos que compõe a
coligação no Governo). Rui Pena, reeleito presidente da mesa da
assembleia em abril de 2009 – já exercera o mandato anterior,
desde 2007 -, mantém-se no mesmo cargo.

Os nomes propostos pelos acionistas para liderar a EDP no triénio
2012-2014 foram avançados em comunicado à Comissão do Mercado de
Valores Mobiliários (CMVM).

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