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Carlsberg reforça posição na Super Bock

Fotografia: Leonel de Castro/ Global Imagens
Fotografia: Leonel de Castro/ Global Imagens

Grupo Carlsberg já detém, direta e indiretamente, 60% do capital da cervejeira portuguesa

A Super Bock já não é um grupo de capital maioritário português. Ou melhor, tecnicamente é, já que a Viacer, a holding que detém 56% do capital da cervejeira portuguesa, é maioritariamente detida pelo grupo Violas, com 71,5%, mas a Carlsberg comprou 28,5% da Viacer e passa a deter, direta e indiretamente, 60% da companhia. E dá conta disso mesmo no comunicado ao mercado.

Do lado do Super Bock Group não há comentários à notícia da compra da posição da metalúrgica Arsopi pela Carlsberg.

“Estamos satisfeitos por termos aumentado nossa participação indireta no Super Bock Group. É um negócio muito forte, com uma posição de liderança no mercado português, oferecendo oportunidades atraentes a longo prazo”, destaca, em comunicado, o CEO da Carlsber, Cees’t Hart.

O documento, muito sucinto, não dá mais pormenores da operação, dizendo, apenas, que o Super Bock Group detém uma quota de mercado de 47%, com um portefólio “forte” que inclui marcas como a Super Bock, a Carlsberg e a Somersby.

Com sede na Dinamarca, e detentora de marcas como a Tuborg, a Holsten, a Somersby e, claro, a Carlsberg, entre outros, o grupo Carlsberg reviu, recentemente, em alta as suas previsões de lucros para 2018, prevendo terminar o ano com um crescimento de 10% a 11% face ao exercício anterior. As vendas da terceira maior cervejeira do mundo haviam caído em 2017 para 61,8 mil milhões de coroas dinamarquesas, cerca de 8,3 mil milhões de euros. Mas nos primeiros nove meses de 2018 obteve vendas de 6,5 milhões de euros, um crescimento homólogo de 2,1%, sendo que o crescimento do terceiro trimestre foi de 7,4%.

Já a Super Bock fechou 2017 com lucros de 51,3 milhões de euros.

 

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