transportes

Carris Metropolitana: Área Metropolitana de Lisboa com marca única de autocarros

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, durante a inauguração das Escadinhas da Saúde, no Martim Moniz,
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, durante a inauguração das Escadinhas da Saúde, no Martim Moniz, ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Operadora vai reunir as empresas de transporte público rodoviário dos 18 concelhos da AML e servir 2,7 milhões de pessoas.

Os autocarros da Área Metropolitana de Lisboa (AML) vão funcionar debaixo de uma marca única a partir de 2020. A Carris Metropolitana será a operadora que vai reunir as empresas de transporte público rodoviário dos 18 concelhos da AML. Com um sistema único de bilhética e um único mapa de rede, terá o passe único de 40 euros, isenção para as crianças até 12 anos e um valor máximo de 80 euros por cada família. A decisão foi aprovada esta quarta-feira em reunião dos presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa.

A Carris Metropolitana vai permitir, por exemplo que uma pessoa faça uma viagem entre Lisboa e Sintra com um só passe e com um autocarro que terá uma decoração igual ao veículo que os residentes de Almada vão encontrar se quiserem deslocar-se para o Seixal. Os atuais utentes não terão de comprar cartões novos para acomodar este novo título de transportes.

“É um dia histórico para a Área Metropolitana de Lisboa. Vamos ter um sistema único de autocarros, com o mesmo sistema de bilhética e de tarifário”, saudou Fernando Medina, na qualidade de presidente da AML, em conferência de imprensa realizada em Lisboa.

A criação da Carris Metropolitana está associada ao passe único de transportes, que vai começar a funcionar a partir de 1 de abril nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e que será alargado ao resto do país. O Estado irá contribuir com 83 milhões de euros para esta medida. Os municípios terão de financiar estes passes.

A proposta de Orçamento do Estado para 2019 inclui a medida do passe único de transportes. Um “passo de gigante” para a AML ter avançado com a Carris Metropolitana, no entender de Fernando Medina.

“O Governo aprovou a medida mais importante e revolucionária ao nível do sistema de mobilidade. Deixo uma palavra de reconhecimento ao Governo, pela forma empenhada como está a responder aos desafios da AML”, destacou o também autarca de Lisboa.

Além de reduzir de forma significativa os 370.000 carros que entram todos os dias em Lisboa, a AML, com esta medida, pretende que 900.000 pessoas passem a estar cobertas com um passe intermodal

O que vai mudar em Lisboa?

As mudanças nos transportes públicos dentro dos 18 concelhos da AML vão decorrer em duas fases: a primeira começa no dia 1 de abril, com a entrada em vigor do passe único de 40 euros por pessoa e que irá permitir a deslocação, nesta área metropolitana, entre os 18 concelhos com um só passe e sistema de bilhetes.

A segunda transformação será mais visível em janeiro de 2020. Nessa altura, os autocarros das empresas de autocarros da AML vão estar decorados de amarelo, com as cores da Carris Metropolitana.

Só que as empresas responsáveis por estes autocarros podem ser diferentes das que estão a funcionar atualmente nos 18 concelhos da AML. A partir do início de 2019, será aberto um concurso público internacional, por lotes, para que os operadores privados possam ficar com a operação em cada um destes lotes.

Ainda sem muitos detalhes, apenas se sabe que a Carris Metropolitana terá “autocarros mais modernos, mais amigos do ambiente” e que terão de ter soluções para as pessoas com mobilidade reduzida. Os pormenores técnicos dos concursos serão determinados em próximas reuniões dos presidentes de câmara da AML.

Os 18 municípios da AML vão investir 30 milhões de euros para melhorar o sistema de transportes na região. O contributo de cada um dos concelhos da AML irá depender de critérios como a população, a área e as respetivas necessidades.

A nova empresa também vai garantir um novo mapa de rede, com ligação aos outros meios de transporte, e dois tipos de percursos: as carreiras que funcionam dentro do município e as rotas entre municípios, que farão ligações pendulares. O mapa de rede será definido nos próximos meses, com o contributo dos 18 municípios da região.

O que se mantém em Lisboa?

Quem já tem um passe de transportes da Lisboa Viva não vai precisar de comprar um cartão novo antes do fim do prazo. A Carris Metropolitana vai herdar as máquinas de compra de bilhetes e os respetivos leitores, que atualmente pertencem à OTLIS, a gestora de transportes da AML.

“Haverá uma progressiva harmonização entre os meios de transporte e não serão necessários, no imediato, novos cartões”, assegurou Fernando Medina. Os novos cartões serão disponibilizados quando acabar a validade dos atuais títulos.

A criação de uma marca única de transportes para a Área Metropolitana de Lisboa já tinha sido avançada por Fernando Medina em setembro, durante uma conferência sobre mobilidade.

(Notícia atualizada às 15h15 com mais informação)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Caixa Geral Depósitos CGD Juros depósitos

Caixa perdeu 1300 milhões com créditos de grandes devedores

Ursula von der Leyen foi o nome nomeado para presidir à Comissão Europeia. (REUTERS/Francois Lenoir)

Parlamento Europeu aprova Von der Leyen na presidência da Comissão

Christine Lagarde, diretora-geral demissionária do FMI. Fotografia: EPA/FACUNDO ARRIZABALAGA

Christine Lagarde demite-se da liderança do FMI

Outros conteúdos GMG
Carris Metropolitana: Área Metropolitana de Lisboa com marca única de autocarros