Casa de Investimentos lança o seu primeiro fundo

Com o novo produto, a gestora de patrimónios de Braga está apostada em promover a "democratização" do acesso à independência financeira

A celebrar uma década, a Casa de Investimentos, de Braga, lança o primeiro Fundo Plano de Poupança Reforma (PPR) 100% ações. Se, por um lado, o novo produto está na linha daquilo que é a essência da própria empresa, por outro, inaugura a intenção de democratizar o acesso ao investimento, na medida que pode ser subscrito a partir de mil euros. Na sua gestão de carteiras individuais só é possível investir a partir de 100 mil euros, embora a empresa conte com vários clientes detentores de poupanças acima de um milhão.

Desde "a fundação, a Casa de Investimentos privilegiou o investimento em ações". Emília Vieira, fundadora e CEO da empresa, afirma que estes investimentos feitos a "longo prazo" e nas "empresas certas" têm "risco baixo". "Investimos numa carteira de 25 a 30 grandes empresas mundiais, entre as quais, a Google e a Amazon, escolhidas pela sua capacidade de gerar valor para os acionistas."

"Avaliamos as empresas pelo seu desempenho nos últimos dez a 20 anos, pela riqueza que geraram para os acionistas e o rendimento que podem produzir no futuro. Avaliamos a qualidade do negócio de cada empresa, a equipa de gestão, a força do balanço e as vantagens competitivas", explica a gestora. A "diversificação por setores de atividade e por geografias" também pesa nos critérios de seleção.

Depois, o ganho dos clientes, consiste em "comprar quando as ações cotam a desconto face ao valor intrínseco", na lógica de "saber que o ativo em causa vale mais do que o que aquilo que está a ser pago por ele", seguindo a escola de Warren Buffett.

"Isto é conservador", assume Emília Vieira, explicando que "o rendimento do trabalho tem vindo a cair, mas o rendimento do capital tem aumentado, daí haver cada vez mais concentração da riqueza - mas é importante que cada um tenha a sua poupança". Sobre os investimentos em depósitos diz: "Isso é empobrecer para a inflação, não tem qualquer retorno", tal como as obrigações, onde considera que "existe a verdadeira bolha".

A comprovar a certeza e eficácia da estratégia seguida pela gestora de patrimónios, Emília Vieira argumenta com números: "A rentabilidade acumulada desde a fundação é de cerca de 130%, e a rentabilidade anualizada é de 8,43%."
Apesar da pandemia, março de 2020 foi "o melhor mês de sempre em termos de reforços das contas pelos clientes". No final do ano passado, "os ativos sob gestão totalizavam 133,6 milhões de euros mas, neste momento, são já 150 milhões". Além disso, em 2020, a empresa reforçou o capital para dois milhões de euros.

Para futuro, Emília Vieira está confiante com o novo produto, do qual é a cliente número 1, o Casa Global Value PPR. Apesar de só começar a ser comercializado online nos próximos dias, a fase de arranque já se iniciou em outubro, para testar a operacionalização. Foi o tempo suficiente para contar com a adesão de 350 clientes e uma rentabilidade de 28,3%, além de já ter acumulado "10 milhões de euros em ativos sob gestão, com um valor médio de 30 mil euros por conta". O acesso à classe founders está limitado a mil participantes e decorre até ao próximo dia 18 de abril.

Segundo a empresária, o cliente pode fazer reforços mensais a partir de 100 euros, mas o "horizonte temporal de investimento é de, pelo menos, cinco anos". Pode ser movimentado em qualquer momento, embora sujeito a tributação, que vai regredindo com o tempo.

Emília Vieira acredita que "a riqueza é o que permite uma pessoa aspirar a viver melhor " e que permite a "verdadeira independência financeira".

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