Catering e eventos

Casa do Marquês cresce mais de 20% e dá novos passos

José Eduardo Sampaio no ambiente criado para um evento no Salão Árabe do Palácio da Bolsa.
(Igor Martins / Global Imagens )
José Eduardo Sampaio no ambiente criado para um evento no Salão Árabe do Palácio da Bolsa. (Igor Martins / Global Imagens )

O Estoril Open, onde serviu mais de mil refeições por dia no espaço VIP, é apenas uma ponta do negócio da Casa do Marquês.

Com uma faturação recorde numa altura em que comemora 30 anos de vida, a Casa do Marquês faz as contas ao crescimento que tem conseguido atingir e mantém a fasquia para os próximos anos. Nessa equação pesa também o Estoril Open, o mais recente evento em que esteve mais uma vez presente como parceira oficial, garantindo toda a conceção, criação, decoração, organização, serviço e oferta de catering do Slice Restaurant, o espaço VIP do torneio.

De acordo com os números divulgados ao Dinheiro Vivo, na edição deste ano do Estoril Open — que terminou domingo com a vitória de Stefanos Tsitsipas –, a Casa do Marquês obteve um “crescimento de 18% na faturação, relativamente ao ano anterior”, em linha com o investimento reforçado feito na produção do evento, “cuja importância mediática” também tem aumentado.

No volume de negócios total do grupo, a estrutura familiar de catering e eventos atingiu, no ano passado, os “12 milhões de euros de receitas, o que representa um crescimento de 21% nos últimos dois anos”. E para 2019 prevê-se a manutenção dos números, confirmam os responsáveis da empresa liderada por José Eduardo Sampaio e Florbela Bem — que contam também, já há alguns anos, com a ajuda dos filhos do antigo futebolista do Sporting, Miguel e Gonçalo Seijo y Seijo.

“Vender melhor vale mais do que vender muito”. Leia aqui

Comida de Estado… como da festa lá de casa

Há três décadas a gerir e a fazer crescer o negócio, José Eduardo Sampaio tem sabido reinventar-se. Foi o que aconteceu recentemente com a necessidade de compensar a operação no Estádio José Alvalade, cujo contrato chega hoje ao fim, com uma nova. Para tal, José Eduardo e família apontaram baterias ao Algarve e a Casa do Marquês tem já garantidos para este ano cerca de 70 eventos.

O empresário apostou ainda num investimento de perto de 3 milhões de euros no último ano para refrescar o negócio e conseguir lançar-se a novos desafios. Esse investimento serviu, por exemplo, para garantir a compra e renovação de equipamentos, infraestruturas e espaços, bem como para a aquisição das Padarias Beira Tejo, que asseguram hoje à Casa do Marquês, “para além da produção interna de pão, a venda para o canal Horeca, tendo disponibilizado [no mercado imobiliário] a cadeia de lojas de que é proprietário”.

A equipa da Casa do Marquês

A equipa da Casa do Marquês

Cozinha oficial do protocolo de Estado, e com espaços exclusivos em Portugal e lá fora para acolher os seus eventos, o grupo de matriz familiar consegue garantir um serviço completo, desde a produção exclusiva de catering, à entrega de eventos chave na mão, responsabilizando-se por toda a organização, produção, logística, decoração e animação, para o que conta com uma equipa permanente de 70 pessoas (recorrendo ainda a até mais 700 extras).

A ditar a capacidade da Casa do Marquês está ainda a aposta na maior cozinha industrial do setor. São cerca de 1,4 mil metros quadrados — parte importante das instalações totais, que ascendem a 6 mil metros quadrados de área coberta, no Prior Velho — de onde podem sair diariamente 3 mil refeições por dia.

José Eduardo com a mulher, Florbela, a filha, Judite, e os dois filhos do antigo futebolista, Gonçalo e Miguel. (DR)

José Eduardo com a mulher, Florbela, a filha, Judite, e os dois filhos do antigo futebolista, Gonçalo e Miguel. (DR)

Estoril Open tem impacto superior a 4 milhões. Leia aqui

Mais de mil almoços por dia numa semana de ténis

Tendo o Estoril Open atingido “um patamar de grande sucesso nacional e de inegável prestígio internacional”, como reconhece o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras — que sublinha que a parceria com a autarquia é para durar por muitos e bons anos, mesmo pelo “forte impacto económico na região, na ordem dos milhões de euros” –, também os parceiros oficiais do torneio podem aqui projetar-se.

E no caso da Casa do Marquês, essa relevância mostra-se pelos números: a cada dia, o serviço no espaço VIP foi neste ano assegurado por mais de 75 empregados de mesa, 50 cozinheiros, 15 empregados de copa, 10 colaboradores da área comercial e 30 de staff e apoio logístico.

Nos nove dias de duração do torneio, foram servidas 9500 refeições aos convidados que passaram pelo Slice Restaurant. Um serviço diário de alta qualidade, garantido por um total de “mais de 180 colaboradores das mais diversas áreas”.

O Estoril Open foi ainda o cenário perfeito para apresentar ao público as novas criações gastronómicas do chef residente da Casa do Marquês, Humberto Santos, e de outros chefs conceituados convidados, incluindo Kiko e Miguel Laffan.

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