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Casa Ermelinda Freitas aposta no Douro para reforçar exportações

Leonor Freitas, líder da Casa Ermelinda Freitas.
( Carlos Santos / Global Imagens )
Leonor Freitas, líder da Casa Ermelinda Freitas. ( Carlos Santos / Global Imagens )

A empresa liderada por Leonor Freitas vai aumentar o portfólio. Além da península de Setúbal passará a ter também vinhos do Douro e do Minho.

Da península de Setúbal para o Douro e o Minho. A Casa Ermelinda Freitas vai entrar nestas duas regiões para aumentar a oferta e poder reforçar as exportações. A empresa já tem 40% da produção a ir para o estrangeiro, mas o objetivo de Leonor Freitas é crescer 10% nas exportações nos próximos dois anos.

Após o crescimento nos últimos anos, a empresária considera agora que o próximo passo para manter a Casa Ermelinda Freitas a crescer é juntar novas regiões à oferta. “Faz muita falta aumentar o portfólio para exportação e estamos diariamente a lutar para entrar em novos países”, disse ao Dinheiro Vivo. Explicou que “quando estamos a vender a península de Setúbal também mencionam muitas vezes o Douro e os vinhos verdes”.

A ideia é ter mais oferta para conquistar clientes no estrangeiro e aumentar o número de países em que a Casa Ermelinda Freitas está presente. Atualmente são cerca de 30. Até porque, explica Leonor Freitas, uma das chaves para o sucesso da empresa foi “ir ao encontro do gosto dos consumidores consoante os países”. Isso fez, por exemplo, que ao longo do tempo a Casa Ermelinda Freitas aumentasse a variedade das castas.

“Neste momento temos 29 castas, grande parte internacionais”, diz Leonor Freitas. Isso permite, explica, que “quando vamos para um país que conhece um cabernet, por exemplo, damos aquilo que eles conhecem. Eles ficam admirados com a nossa qualidade e depois é fácil dizer: ‘Então agora prove uma casta portuguesa.’ Se não formos ao encontro da cultura deles é difícil impor o nosso vinho”.

A juntar à procura de outros mercados, Leonor Freitas aposta também no enoturismo. “É muito importante para que os turistas levem para os seus países a história do vinho.”

Desde que assumiu as rédeas da empresa, no final da década de 1990, a missão de Leonor Freitas tem sido fazer a empresa crescer. “Tenho sempre muitos objetivos e muitos projetos para concretizar”, diz. Transformou um negócio de venda de vinho a granel numa marca reconhecida a nível nacional e internacional, com opções estratégicas longe de serem consensuais. E revela que foi durante a crise que a empresa mais cresceu: “No caso da Casa Ermelinda Freitas ela cresceu na crise. Estive sempre a investir e entrei em mercados lá fora.” Conta que um dos maiores desafios foi combater o pessimismo: “Criou-se um clima tal… Fiz aumentos de vencimentos para que as pessoas acreditassem que se todos trabalhássemos podíamos ultrapassar a crise.”

E o negócio aparenta continuar de vento em popa. A empresária projeta que as vendas continuem a crescer a bom ritmo neste ano. “Pensamos vir a ter um aumento de pelo menos 20% na faturação. No ano passado foram 21 milhões. Neste ano esperamos mais entre dois e três milhões de euros.”

O percurso de Leonor Freitas no mundo dos negócios tem sido alvo de inúmeras distinções. Foi condecorada por Cavaco Silva. E neste ano venceu a primeira edição do prémio Mulher Empresária, atribuído pelo BPI. Essa nomeação levou-a a representar Portugal no International Women Entrepeneurial Challenge, uma rede internacional de mulheres empresárias que serve para apoiar a entrada em novos mercados.

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