Turismo

Casas florestais e postos fiscais. Os 96 imóveis do Revive Natureza

Ana Mendes Godinho, secretaria de Estado do Turismo.
Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens
Ana Mendes Godinho, secretaria de Estado do Turismo. Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens

Revive Natureza vai ser gerido por um fundo imobiliário específico com 5 milhões de euros para apoiar a recuperação destas casas

Já tinha sido aprovado na mesa dos ministros a 5 de setembro, faltava apenas publicar em Diário da República o decreto que formaliza a criação do Revive Natureza, um programa que vem ajudar a reabilitar antigas casas florestais e postos fiscais.

O programa, tal como o Dinheiro Vivo já tinha avançado, será gerido por um fundo com uma dotação de cinco milhões de euros, valor que servirá para apoiar esta recuperação. Sob a gestão deste fundo imobiliário especial estarão 96 edifícios que são agora dados a conhecer no diploma que o governo publica – e que pode ver no final deste artigo.

O Revive Natureza foi criado na sequência do Programa Revive, que está a concessionar imóveis em ruínas a entidades privadas que possam geri-los como espaços dedicados ao Turismo, seja hotéis, museus ou centros culturais. Mas, contrariamente a este programa, no segmento da Natureza, será privilegiada a componente do arrendamento.

“O programa Revive Natureza tem como objetivos fundamentais recuperar os imóveis, criar emprego local e dinamizar as economias locais, através das redes de oferta e valorização dos produtos endógenos”, refere a secretaria de Estado do Turismo, ainda chefiada por Ana Mendes Godinho, naquela que será provavelmente a última publicação oficial que faz antes de passar para o Ministério da Segurança Social e deixar o lugar livre para Rita Marques.

O Governo estima que o Turismo de Natureza mobilize 22 milhões de viagens internacionais todos os anos na Europa, apresentando um crescimento de 21% ao ano. Vale qualquer coisa como 600 milhões de euros – “deixa mais valor no território e os turistas ficam mais tempo no destino”, diz a tutela.

“Com a publicação do Revive Natureza, Portugal dá mais um passo para se tornar um destino líder da sustentabilidade no mundo, um destino que promove não só a sua fantástica paisagem natural como o património que lá se encontra e que está sem uso, de Norte a Sul do país. Com o Revive Natureza, tal como acontece no Revive, estamos a mudar o paradigma na forma como olhamos para o nosso património”, diz Ana Mendes Godinho que, na última semana fechou ainda outras pastas, como é o caso da concessão do aguardado concurso para transformar o Quartel da Graça num hotel.

Conheça os espaços:

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