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Cascais quer ser a “Netflix da mobilidade”. Trotinetes chegam no Verão

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Município cascalense quer integrar empresas de partilha de trotinetes na plataforma MobiCascais e incluir este serviço no passe de mobilidade.

Cascais será o primeiro município em Portugal a integrar as trotinetes no passe de transportes do concelho. Entre junho e julho, a autarquia liderada por Carlos Carreiras quer juntar as empresas que partilham as trotinetes à plataforma integrada MobiCascais. Até lá, este município quer afirmar-se cada vez mais como a “Netflix da mobilidade”: os clientes pagam uma mensalidade base por vários serviços de transporte, aos quais podem ser adicionados alguns complementos.

“Tudo o que é mobilidade tradicional, como o serviço municipal de autocarros, está incluído no pacote metropolitano. Os serviços adicionais têm um acrescento: “é o caso das bicicletas, que são mais cinco euros por mês, ou o carsharing [partilha de carros], que são mais 10 euros e que permitem a utilização por quatro horas por mês”, destaca Rui Rei, administrador da Cascais Próxima, a empresa responsável pela plataforma de mobilidade.

Além da versão Navegante Municipal Cascais, é possível aderir ao sistema de transportes MobiCascais com um cartão próprio, que custa 20 euros por mês e que dá acesso ao serviço municipal de autocarros e de partilha de bicicletas.

Em relação às trotinetes, o modelo de pagamento ainda não está fechado mas, segundo a empresa, os residentes poderão pagar um complemento ao passe municipal. Há ainda outra certeza: as empresas só poderão partilhar trotinetes em Cascais se estiverem integradas na plataforma de mobilidade municipal.

“A integração das trotinetes está neste momento em teste e esperamos que, no máximo, em três meses, as possamos ter na aplicação. Tudo isto depende do esforço e empenhamento dos operadores privados em integrar esse serviço. Entre junho e julho teríamos o início de um conjunto de empresas que dessem o seu serviço na aplicação MobiCascais para simplificar a usabilidade do serviço”, destacou Rui Rei.

Pelo menos oito empresas de partilha de trotinetes já manifestaram interesse em entrar neste concelho, apurou o Dinheiro Vivo. O município deixa outra garantia: “não estamos disponíveis para suportar qualquer tipo de anarquia no concelho. Não é tolerável ter veículos parqueados sem qualquer critério. Por essa razão serão criados vários locais específicos, estrategicamente localizados, para acolher esses veículos. Não vamos permitir que a mobilidade de quem quer abandonar as trotinetes em qualquer local condicione a mobilidade dos outros”, avisa Miguel Pinto Luz, vice-presidente do município, em declarações por escrito ao Dinheiro Vivo.

Cascais também quer implementar o primeiro serviço de transporte autónomo em Portugal, com um percurso entre a estação de comboios de Carcavelos e a faculdade Nova SBE (Faculdade Economia da Universidade Nova de Lisboa). Esta solução será possível assim que for viabilizada uma proposta de regulamentação destes testes em estrada aberta. Foi constituído, em março, um grupo de trabalho no Governo para definir essa matéria.

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