Turismo

Catalunha: À fuga de empresas soma-se fuga de turistas?

Barcelona

O setor do turismo em Barcelona está preocupado, depois das quebras registadas nas vendas. A somar a isto, continua a fuga de empresas na região.

O turismo em Barcelona já viveu melhores dias. Em agosto do ano passado registou-se um atentado, mas parece que são as questões políticas que estão a afastar os turistas da capital catalã. O setor já o temia e a passagem dos meses de julho e agosto confirmam.

A faturação dos 450 membros do Gremio de Hoteles de Barcelona (uma associação empresarial) caiu, em média, 14% durante os meses de julho e agosto, avança o jornal Expansión. Sendo que, o mês passado foi pior que julho. Em agosto, as vendas de estadias caíram 20%. O líder desta associação empresarial, em conferência de imprensa, não teve dúvidas ao afirmar que a instabilidade política, criada com o processo de independência na região e alguns episódios que tiveram lugar na região, com a razão para a quebra de receitas.

Jordi Clos explicou ainda que as unidades hoteleiras mantiveram as portas abertas este verão porque baixaram os preços. Apesar de, durante julho e agosto a taxa de ocupação ter recuado apenas 1%, a quebra nos preços foi mais acentuada: em julho desceu 7% para um valor médio de 150 euros por quarto e em agosto este valor caiu 19% para uma média de 135 euros.

Mas não é só o que se passou neste dois meses que está a tirar o sono ao setor. É que desde o início do ano esta é a tendência. Neste primeiros oito meses, de acordo com o jornal espanhol, a queda nas vendas é de 9,3%, o que leva o responsável a admitir que “Barcelona está a entrar num período complicado”.

Mas os problemas da Catalunha não se resumem ao turismo. Não é a primeira vez que surgem notícias sobre a fuga de empresas da região. E os dados mais recentes, noticiados esta semana, mostram que saída para outras regiões de Espanha continua. No segundo trimestre deste ano, saíram 595 empresas da região, mais 234% que no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Cambios de Domicilio.

Ainda assim, a saída destas quase 600 companhias é número bem mais baixo do que o registado no primeiro trimestre do ano: 1695 empresas.

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