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Celso Martinho: “Ligação universidades e empresas melhorou depois da crise”

Lisboa-14/09/2017- Fotos a Celso Martinho, da incubadora de startups Bright Pixel, que pertence ao grupo Sonae. 
.(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Lisboa-14/09/2017- Fotos a Celso Martinho, da incubadora de startups Bright Pixel, que pertence ao grupo Sonae. .(PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Celso Martinho, CEO da Bright Pixel, diz que as grandes empresas têm de “saber criar relações mais duradouras com as startup”.

O país tem apostado na área da inovação?
Há muitos tipos de inovação. Inovação é a capacidade de fazer novo com talento. E isto existe em Portugal com abundância e o país já o provou. A parte menos boa é que a inovação tem que ver com uma cultura de risco e aqui há ainda um grande caminho a percorrer.

Mas a cultura de aversão ao risco está mais diluída?
A aversão ao risco ainda se verifica muito, sobretudo nas grandes empresas, que têm de assumir que falhar faz parte do processo de atingir o sucesso. A inovação só se perceciona quando olhamos para trás, por isso o processo tem de ser realizado com muito otimismo. Existe muito talento em Portugal e temos um ensino fantástico.

A ligação entre a investigação académica e as empresas está mais consolidada agora?
Sem dúvida. Está a ser melhor agora do que era há 10 anos. O problema é o modelo de financiamento das universidades públicas, muito suportado pelo Estado. A crise trouxe coisas boas, que foi mostrar a necessidade destas instituições fazerem a ponte com o mercado empresarial e hoje há uma relação mais forte entre ambas as partes.

O que falta para termos uma verdadeira economia da inovação?
Creio que hoje em dia ninguém pode falar de falta de instrumentos ou de apoios para isso. Falta sobretudo encontrar sustentabilidade para os projetos. Mas isto, em parte, vai depender da cultura e da forma de estar das novas gerações, que são hoje diferentes, que arriscam, que são cidadãos do mundo. As grandes empresas estão atrasadas nas suas transformações e têm que saber criar relações mais duradouras com as startup.

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