Energia

Mega central solar de Alcoutim derrapa até 2019

Em causa estão dois subprojetos paralelos, a cargo da Siemens Portugal e da REN, que precisam de mais tempo para a conclusão

Final de março de 2019. Esta é a nova data apontada pelo consórcio internacional sino-irlandês para a conclusão da construção da mega-central fotovoltaica de Alcoutim, no Algarve, que terá uma capacidade instalada de 220 MW e um investimento de 200 milhões de euros por parte da WELink e da China Triumph International Engineering. Quem o garante é Hugo Paz, diretor de projeto da irlandesa WElink Goup, em declarações ao Dinheiro Vivo.

“Além da linha de alta tensão adjudicada à empresa Paínhas, a central fotovoltaica inclui a construção da subestação elétrica, adjudicada à Siemens Portugal, e a ampliação da subestação de Tavira por parte da REN. Como estes dois subprojetos são os que necessitam de mais tempo para a conclusão, a Solara4 está a reprogramar as suas atividades para que todas terminem ao mesmo tempo, no final do primeiro trimestre de 2019.” No entanto, e no que depender da Painhas, a central estará ligada à rede da REN bem mais cedo, até ao final de outubro, garante a CEO Helena Painhas.

Lançada em março de 2017, a construção do projeto Solara4 deveria ter tido início logo em abril desse ano, até porque a autorização de construção dada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), com validade de dois anos, expira já em setembro de 2018. Incapaz de terminar o projeto até lá, o consórcio pediu uma extensão do prazo (por mais um ano, até setembro de 2019) para “a maior central fotovoltaica a ser construída e operada sem qualquer tipo de subsídio”.
“Para projetos de menor dimensão, até 50 MW, o prazo de dois anos é suficiente. Para projetos deste tamanho e complexidade, este prazo não é adequado, por este motivo solicitamos uma extensão de licença.”

De acordo com Hugo Paz, os trabalhos de construção tiveram início no passado mês de fevereiro (com mais de um ano de atraso face ao inicialmente previsto). “Neste momento, os trabalhos desenvolvem-se com a preparação do terreno, limpeza de superfície e corte de árvores. Estamos também a afinar a engenharia para construção da linha de alta tensão, subestação e central fotovoltaica”, acrescentou ainda.

Do lado do governo, o secretário de Estado da Energia, Seguro Sanches, confirmou que “os promotores de Alcoutim apontam a conclusão do parque para 2019”. “A grande dificuldade no desenvolvimento destes parques solares é a capacidade de ter uma rede disponível para que se possam ligar. Num parque com as dimensões do de Alcoutim não se trata da questão do financiamento, mas de deslocação de meios até lá. Estes novos projetos são todos para construir e se isso não acontecer vamos executar garantias bancárias, que são substanciais”, disse o governante.

A cargo da Paínhas, no terreno que se estende por 800 hectares, está também a construção da infraestrutura de ligação da central Solara4 até à rede da REN, em Tavira: uma linha aérea de muito alta tensão (400kv), com cerca de 8 km e um investimento de 1,8 milhões.

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