Energia

Central solar em Alandroal custa 13 milhões e começa a produzir em 2020

Central Solar Fotovoltaica Ourika, no concelho de Ourique.
Central Solar Fotovoltaica Ourika, no concelho de Ourique.

A futura central será constituída por mais de 52 mil painéis solares, prevendo-se "uma produção anual de cerca de 30 gigawatts de energia".

A primeira pedra é lançada esta quarta-feira, 10 de julho, mas a primeira central solar no concelho de Alandroal, distrito de Évora, só deverá começar a produzir energia no primeiro semestre de 2020, após um investimento de 13 milhões de euros, revelou fonte da sociedade promotora.

A central vai ter uma “capacidade instalada pico de 18,5 megawatts (MW)” e entrar “em produção no primeiro ou segundo trimestre do próximo ano”, indicou à agência Lusa fonte da gerência da Sociedade Solar do Freixial.

A denominada Central Solar do Freixial, cuja cerimónia de lançamento da primeira pedra está marcada para quarta-feira (com a presença do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e o secretário de Estado da Energia, João Galamba), vai ser construída num terreno com uma área de cerca de 40 hectares, na Herdade do Pego da Moura, no concelho de Alandroal.

Segundo a mesma fonte, a futura central será constituída por mais de 52 mil painéis solares, cada um com uma capacidade de 350 watts, prevendo-se “uma produção anual de cerca de 30 gigawatts de energia”.

“Vai ter uma produção que vai ajudar significativamente o concelho de Alandroal a tender para um equilíbrio em termos dos seus consumos anuais e contribuir para a sustentabilidade, porque é energia renovável e própria”, vincou.

O projeto, que começou a ser desenvolvido há cinco anos, envolve um investimento de 13 milhões de euros, adiantou a fonte, assinalando que a sociedade promotora conta com cerca de 50 investidores individuais portugueses.

Também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, considerou o projeto “extremamente importante para o concelho”, sublinhando que “é o maior investimento privado de que há memória no concelho”.

“Tem também um significado muito grande por ser um investimento nas energias renováveis e numa área virada para o futuro e acreditamos que este poderá ser o primeiro de muitos”, disse.

O autarca destacou ainda “a criação de postos de trabalho direitos e indiretos, sobretudo durante a fase de construção”, e o facto de a empresa estar sediada no concelho, o qual vai “beneficiar em impostos diretos”.

De acordo com o presidente do município, com a instalação da central no concelho, “a estimativa de derrama a pagar por esta empresa duplica a receita” deste imposto em relação ao valor cobrado atualmente.

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