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CEO CTT. “É impossível cumprir com indicadores de qualidade”

João Bento, presidente executivo dos CTT. 
(Diana Quintela / Global Imagens)
João Bento, presidente executivo dos CTT. (Diana Quintela / Global Imagens)

João Cadete Matos, presidente da Anacom, diz que os Correios estavam mais preocupados com o acionista do que com a qualidade postal.

“É impossível cumprir os indicadores de qualidade com aqueles níveis de exigência”, diz João Bento, CEO dos CTT, durante a apresentação do reposicionamento de marca do operador postal.

O gestor reagia às declarações de João Cadete Matos, presidente da Anacom, que, em entrevista a Antena 1 e Jornal de Negócios, afirmou que os correios estavam mais preocupados com o acionista do que com a qualidade postal.

João Bento lembrou recentes declarações do secretário de Estado das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, que referiu que Portugal tinha níveis de exigência de qualidade postal acima de outros outros países europeus, mostrando a tutela disponibilidade para olhar o tema.

“É uma declaração profundamente injusta”, diz João Bento, “o tema recebe muita prioridade é não me parece feliz uma declaração que parece desvalorizar que a empresa seja sustentável”.

A empresa recorde-se avançou com uma ação administrativa contra a Anacom, bem como uma outra arbitral contra o Estado na sequência da imposição dos novos indicadores de qualidade, que além de terem aumento em número subiram para níveis de cumprimento, em vários casos, na ordem dos 99%.

João Bento não quis adiantar se os os indicadores o ano passado, primeiro ano de implementação dos mesmos, foram cumpridos, nem o eventual impacto financeiro para a empresa. Nas ações que avançou, o operador postal admitia que o cumprimento dos novos critérios, a pouco mais de dois anos do fim do contrato de concessão (termina este ano), poderia ter um impacto financeiro na ordem dos 24 milhões de euros.

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