CEO da TAP: Medidas laborais "vão permitir uma poupança de 1,4 mil milhões até 2025"

Ramiro Sequeira, presente no Parlamento, diz que poupança com os trabalhadores "deve ser enquadrado à luz dos 1,3 mil milhões de euros com a otimização de custos operacionais em ajustes financeiros com frota".

Os cortes salariais, as medidas de caráter voluntário e os despedimentos na TAP vão permitir poupanças de 1,4 mil milhões de euros nos próximos anos. Mas a reestruturação do grupo passa também por cortes nos custos operacionais, que vão permitir poupanças de 1,3 mil milhões de euros.

O presidente executivo da TAP, numa audição parlamentar, começou por sustentar que "a administração da TAP, desde o momento em que iniciamos as conversas com as estruturas representativas dos trabalhadores, estava encarregue de uma missão: salvar a TAP". O plano de reestruturação foi enviado a Bruxelas em dezembro de 2020, estando ainda sob avaliação da Comissão Europeia. Contudo, Ramiro Sequeira garantiu que a administração do grupo esteve sempre "imbuída no espírito de salvaguardar o maior número de posto de trabalho".

"Em sede de negociação foi possível encontrar medidas que mantendo a métrica imposta pela Comissão Europeia, são menos nocivas para os nossos trabalhadores. Ficou assim demonstrado para nós que os trabalhadores do grupo TAP são uma prioridade. Recordo no início do processo, a TAP identificou um excesso de 3000 trabalhadores. Contudo, atendendo aos números da retoma, e olhando para 2022, identificamos o excesso de 2000 funcionários. Com os acordos alcançados, reduzimos este número para 800. Avançámos com reduções salariais de 25% acima de uma garantia mínima de 1330 euros", disse o CEO.

Para travar a saída de duas mil pessoas, foi implementado um conjunto de medidas voluntárias como rescisões por mútuo acordo, licenças não remuneradas, bem como reformas antecipadas aos 61 anos, "cuja adesão tem sido positiva".

"Em termos laborais, que são duras, vão permitir uma poupança de 1,4 mil milhões de euros até 2025. Mas este valor deve ser enquadrado à luz dos 1,3 mil milhões de euros com a otimização de custos operacionais em ajustes financeiro com frota, bem como de 200 a 225 milhões de euros por ano em negociações com outros fornecedores. O esforço necessário para garantir a sobrevivência e sustentabilidade da TAP é repartido entre todos: trabalhadores, fornecedores", assegurou.

Negociações com sindicatos

Questionado pelos deputados, Ramiro Sequeira explicou que os 14 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP "assinaram os acordos" de emergência, e temporários, mas "dois sindicatos ainda não ratificaram" junto dos seus associados, ou seja o sindicato dos pilotos e o dos tripulantes, algo que deve acontecer ainda esta semana.

"O acordo que está assinado não é do agrado dos sindicatos, nem da empresa. Ninguém tem especial gosto em reduzir o tamanho da empresa", garantiu. "Os acordos foram assinados por todos. Os sindicatos estão de parabéns porque foram conversas duras e intensas, mas fizeram um exercício de extrema dificuldade", acrescentou.

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