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CEO da TAP: “Prémios devem ser extensivos a todos os trabalhadores”

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves. 
Fotografia: Nuno Fox/Lusa
O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves. Fotografia: Nuno Fox/Lusa

Antonoaldo Neves defendeu no Parlamento que não é a primeira vez que a companhia aérea paga prémios em ano que teve prejuízos.

A TAP foi notícia há algumas semanas por ter pago prémios a alguns trabalhadores. Antonoaldo Neves, CEO da TAP, lembrou esta tarde que a companhia já pagou prémios em anos em que deu prejuízos (em 2018, os prejuízos foram de 118 milhões de euros) e que estava na esfera do Estado.

O pagamento de prémios a funcionários da companhia aérea “foi feito com base num processo claro, alinhado com as melhores práticas, e não é primeira vez que a própria TAP paga prémios em anos de prejuízos”.

Na Comissão e Economia, Inovação e Obras Públicas, o líder da companhia aérea assinalou ainda que a visão do conselho de administração é que os “prémios devem ser extensivos a todos os trabalhadores”. Ao longo da audição, lembrou ainda que, mesmo em anos de lucros, a empresa pode não distribuir prémios, uma vez que esta prática está dependente do cumprimento de objetivos.

Questionado sobre os resultados do ano passado, Antonoaldo Neves recordou que 2018 “foi um ano negro para a aviação”. Os gastos com o petróleo foram um dos itens que pesou nas contas. A companhia não tinha proteção contra a volatilidade dos preços do petróleo. Para este, ano essa proteção já existe. “Sobre o impacto dos novos aviões [que estão a chegar ao longo deste ano], só se começa a sentir este ano. Este ano vamos ver nas nossas contas o impacto duplo da proteção de combustível e aviões”.

Outro factor que pesou nas contas em 2018 foram as indemnização por atrasos ou cancelamentos, que companhia teve de pagar. A fatura foi na casa dos 40 milhões de euros. Antonoaldo Neves veio agora esclarecer que “muitas das despesas de compensação está relacionada com o cancelamento de voos, mais do que atrasos. Esse problema está solucionado”. No ano passado, a empresa contratou 300 pilotos dos quais 150 estão ainda em fase de treino, para minimizar o problema de cancelamento de voos. Além disso, em 2019, começaram a chegar novos aviões.

Quanto ao volume de passageiros transportados, o líder da empresa notou que no primeiro trimestre foi um pouco abaixo do esperado, embora existe a expectativa de que este ano seja “melhor que o ano passado mas é de transição”.

Menor dependência do Brasil

Antonoaldo Neves não escondeu que contexto mudou um pouco desde que o plano estratégico foi elaborado. Uma das coisas que afetou a empresa foi a crise no Brasil, um dos principais mercados para a companhia e que representava cerca de 30% até ao ano passado. Contudo, a empresa tem vindo a apostar em outros mercados, nomeadamente os EUA que tem crescido em número de rotas e frequências de voo. A expectativa é que este ano transportem um milhão de passageiros americanos.

O CEO da TAP sublinhou ainda que além da contratação de pilotos e tripulantes, no ano passado, a transportadora contratou também muitos mecânicos. “Faltavam mecânicos cá e tivemos de importar mecânicos” do Brasil. “Fizemos em manutenção de motores 180 milhões de euros” no ano passado.

A TAP tem atualmente uma frota de uma centena de aviões.

(notícia atualizada pela última vez às 18:56)

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