Durante uma entrevista à CNN, o CEO da plataforma de videoconferência Zoom, Eric S. Yuan, reconheceu que a empresa teve alguns percalços na área da segurança e privacidade. “Avançámos demasiado depressa… e tivemos alguns contratempos”, indicou durante a entrevista. “Aprendemos as nossas lições e demos um passo atrás para focarmo-nos na privacidade e segurança”, indicou à estação de televisão norte-americana.
Ao longo das últimas semanas, a plataforma Zoom tem registado um crescimento significativo, alavancado pela pandemia de covid-19. Com a expansão dos números de trabalhadores em teletrabalho e o ensino remoto, a empresa já tinha dado conta que em março chegou aos 200 milhões de utilizadores diários. Em dezembro de 2019, o Zoom registava números de utilizadores diários na ordem dos 10 milhões.
Mas a expansão do Zoom também trouxe a lume algumas preocupações de segurança, sendo a faceta mais visível o fenómeno de Zoombombing, quando alguém se junta a uma reunião sem aviso. Tendo em conta o aumento das preocupações dos utilizadores, o Zoom indicou que iria fazer uma pausa na disponibilização de novas funcionalidades no serviço durante 90 dias, preferindo focar-se na área da privacidade e segurança do serviço. O responsável do Zoom reconheceu ainda que a tecnológica deveria ter-se focado em temas como a “proteção de passwords e na verificação de informação”.
Esta entrevista foi a primeira que o fundador e CEO do Zoom deu após a publicação de um memorando onde indicava aos utilizadores que a plataforma tinha alguns problemas na área da segurança e da privacidade.
Nos Estados Unidos, alguns agrupamentos de escolas já tomaram a decisão de proibir o uso do Zoom para fins escolares, indicando que as ligações podem não ser seguras para os mais novos.
A empresa Zoom foi fundada em 2011 por Eric Yuan, um engenheiro que trabalhava para a tecnológica Cisco. O serviço só foi disponibilizado ao público em janeiro de 2013, especialmente focado na área corporativa, para uso interno em empresas.
