CEO Media Capital. "Conselho de administração consciente do valor deste grupo"

Conselho de Administração da Media Capital irá pronunciar-se sobre a oferta tendo em conta, "em particular, os seus colaboradores e acionistas".

O conselho de administração da Media Capital "está conscientes do valor" do grupo e irá pronunciar-se sobre os termos da nova OPA lançada pela Cofina sobre o grupo dono da TVI, orientando-se pela "defesa dos stakeholders da empresa e, em particular, os dos seus colaboradores e acionistas", afirma Manuel Alves Monteiro, CEO da Media Capital, num comunicado enviado aos colabores a que Dinheiro Vivo teve acesso. A Cofina avançou com uma OPA sobre 100% do grupo dono da TVI, oferecendo 35 milhões de euros, avaliando o grupo em 130 milhões. A Prisa não quis comentar este anúncio da Cofina.

"O conselho de administração da sociedade grupo Media Capital está consciente do valor deste grupo de empresas e negócios que o compõem, suportado num histórico de liderança, num desempenho resiliente perante um contexto de pandemia muito desafiante, nos evidentes sinais de recuperação que vimos registando e na prossecução de uma clara estratégia e de um plano de negócios que recentemente foram aprovados", diz o CEO Manuel Alves Monteiro.

O conselho de administração irá analisar os novos termos da OPA lançada pelo grupo dono do Correio da Manhã sobre a qual terá de se pronunciar. "Na tomada de posição sobre a presente operação, o conselho de administração orientar-se-à pela defesa dos interessados dos stakeholders da empresa e, em particular, os seus colaboradores e acionistas. Continuaremos juntos a criar futuro", refere o CEO. "A mudança começou."

Contactada pelo Dinheiro Vivo, a Prisa não quis comentar esta nova oferta da Cofina, grupo com quem mantém um diferendo em tribunal, depois da primeira tentativa de compra ter caído, depois do aumento de capital falhado do grupo dono do Correio da Manhã. O aumento de capital de 85 milhões da Cofina, falhado por 3 milhões, era uma das condições da OPA sobre o capital que não estava nas mãos da Prisa, situação que levou ao 'fim' da operação. O grupo de media espanhol recorreu ao Tribunal e manteve a caução de 10 milhões entregue pela Cofina.

Nova tentativa de compra

O anúncio de OPA da Cofina apanha o grupo Media Capital logo após terem sido conhecidas mexidas na estrutura acionista da Media Capital e na liderança do grupo, temas que estão sob a investigação da ERC e da CMVM.

Depois de a Cofina ter ‘abandonado’ o negócio na reta final, Mário Ferreira – que ia participar na compra da TVI através do aumento de capital da Cofina – avançou com uma oferta pela Media Capital, tendo chegado a acordo em maio com a Prisa para a aquisição de um terço do grupo, por cerca de 10 milhões de euros. A Prisa mantém-se como maioritária, com mais de 64%, embora tenha deixado claro que o objetivo é alienar a posição. A relação entre acionistas que está a ser objeto de análise da CMVM.

Em meados de julho, Manuel Alves Monteiro, administrador próximo do acionista Mário Ferreira, assume como CEO (substituindo Luís Cabral); e Nuno Santos sobe a diretor-geral da TVI.

Logo depois é conhecido que Cristina Ferreira estava de regresso à estação, com funções diretivas e como acionista, a meio do contrato com a SIC que exigiu uma indemnização que poderá atingir os 4 milhões de euros. A apresentadora iria entrar na TVI em setembro, bem como a nova direção de informação, liderada por Anselmo Crespo.

Alterações na liderança executiva do grupo de media que levaram a ERC a avançar com uma investigação, para averiguar se as mesmas estariam a ser impulsionadas por Mário Ferreira, acionista minoritário. Algo que a Media Capital tem negado. E a SIC já pediu a ERC que fosse investigado pelo regulador dos media.

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