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CEO continuam confiantes apesar da incerteza na economia global

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O otimismo é mais moderado que em 2016. Este ano, 65% manifestam confiança na evolução da economia global. Em 2016, o registo era de 80%.

O contexto é de grande incerteza na economia global, mas o otimismo mantêm-se: 65% dos CEO permanecem confiantes em relação aos próximos três anos. Esta é uma das principais conclusões da edição de 2017 do estudo Global CEO Outlook, realizado pela consultora KPMG. A análise, que ilustra as expectativas dos CEO mundiais “face à evolução dos negócios, dos desafios e das estratégias para os próximos três anos” foi hoje divulgada.

A mesma percentagem dos líderes empresariais “encara a disrupção como uma oportunidade e não como uma ameaça para o seu negócio”, refere a análise. Embora os diretores executivos mantenham a confiança na evolução da economia global, o otimismo é mais moderado que em 2016. Este ano, 65% manifestam essa confiança. Em 2016, o registo era de 80%.

Ainda de acordo com a análise, 74% dos diretores executivos afirmam que a empresa que lideram pretende ser disruptiva no seu sector de atividade e 83% estão confiantes quanto às perspetivas de crescimento nos próximos três anos. Destes, 47% dizem estar “muito confiantes”. Cerca de 7 em 10 CEO procuram desenvolver as suas competências e qualidades pessoais, “no sentido de melhorarem as suas capacidades de liderança”.

Com a adoção de tecnologias cognitivas, os negócios esperam um crescimento nos quadros de pessoal a curto prazo. Em dez funções-chave, 58% dos CEO esperam um “ligeiro ou significativo” aumento no número de colaboradores.

Para John Veihmeyer, global chairman da KPMG, “os CEO compreendem que rapidez e inovação são prioridades estratégicas para crescer num contexto de incerteza” e, simultaneamente, “são pragmáticos na gestão da incerteza, o que inclui fortalecer o negócio nos mercados existentes, de forma a protegerem os seus resultados enquanto procuram tirar partido de novas oportunidades”.

O estudo, que incluiu CEO de empresas a operar em 11 indústrias de 10 países, concluiu que a liderança está atenta às mudanças geopolíticas: 43% está a reavaliar a presença geográfica, em resultado das alterações ao ritmo da globalização e ao protecionismo, 52% acredita que o ambiente político tem agora um maior impacto na organização e 31% crê que as medidas protecionistas vão aumentar nos próximos três anos.

Uma das mudanças “mais marcantes” na edição deste ano do Global CEO Outlook é o aumento do número de CEO que classificam o risco reputacional como uma preocupação prioritária. Enquanto em 2016 não figurava no top 10, este ano é o terceiro risco mais importante, num total de 16. Os líderes consideram ainda que o risco reputacional tem o segundo maior potencial de impacto na performance dos próximos três anos.

A cibersegurança, que em 2016 era vista como a maior ameaça, surge este ano em quinto lugar, “refletindo a opinião dos CEO sobre o progresso das empresas na gestão do risco informático”. Hoje, quatro em cada 10 dizem estar preparados para um acontecimento informático.

Portugal não faz parte do estudo, mas Sikander Sattar, presidente do conselho de administração da KPMG Portugal, diz acreditar “que grande parte destas preocupações estão alinhadas com as prioridades dos líderes das empresas portuguesas”.

A KPMG entrevistou 1261 CEO em 10 países – Austrália, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos – e 11 indústrias chave – automóvel, banca, infraestruturas, seguros, gestão de investimentos, ciências da vida, produção, retalho/mercados de consumo, tecnologia, energia/serviços e telecomunicações. Um terço das empresas incluídas no estudo regista ganhos anuais superiores a 10 mil milhões de dólares.

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