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CEO PT. “Não garantimos que não haja fim de contratos de outsourcing”

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A dona do Meo tem 11 mil quadros e cerca de 16 mil trabalhadores a prestar serviço para a PT Portugal em regime de outsourcing

“Estamos a procurar [fazer] um processo de insource de serviços” e “reaproveitar” quadros da PT Portugal para “não fazer despedimentos”, garante Paulo Neves, CEO da dona do Meo, à margem da apresentação do mais recente investimento da operadora em rede fibra.

“O que não garantimos é que não haja fim de contratos de outsourcing”, diz o responsável máximo da dona do Meo. Paulo Neves não adiantou no entanto qual o impacto da reorganização da empresa ao nível de mobilidade de quadros, tanto de local de trabalho como de funções.

A PT Portugal tem cerca de 11 mil trabalhadores e, até recentemente, cerca de 16 mil a prestar serviços em regime de outsourcing. Em setembro, a empresa já tinha informado os trabalhadores que iria cortar na prestação de serviço externo, tal como noticiou o Dinheiro Vivo.

O grupo Altice assumiu a liderança do Meo a 2 de junho tendo iniciado um processo de reorganização da companhia, também ao nível de quadros. Reduziu em mais de trinta as chefias de primeira linha, seguindo-se nas de segunda e terceira, com fusão de áreas e corte no número de cargos de chefia. Um número exacto do número de trabalhadores afectados por esta reorganização não são conhecidos, mas os sindicatos têm vindo a alertar para formas de pressão junto dos trabalhadores e para colocações abaixo das sua categoria.

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