Indústria

Cervejeiros brindam ao optimismo

(Orlando Almeida / Global Imagens)
(Orlando Almeida / Global Imagens)

As ruas de Antuérpia enchem-se por estes dias para o Forum Brewers of Europe. Desde ontem que se ouvem os sons dos brindes nesta cidade da Bélgica

As ruas de Antuérpia enchem-se por estes dias para o Forum Brewers of Europe. Desde ontem que se ouvem os sons dos brindes nesta cidade da Bélgica, que fica a cerca de uma hora de comboio de Bruxelas. O país – que mais marcas deste bebida exibe-, acolhe este encontro de cervejeiros europeus que se juntam para debater o estado atual do setor, perspetivas para o futuro e apresentar casos de sucesso em vários segmentos de mercado.

Por aqui também se ouve a língua de Camões, já que no Fórum marca presença uma forte comitiva nacional de cervejeiros, onde têm assento o Super Bock Group, Central de Cervejas, Cinco Chagas, ECM, Vadia, Nortada, Rolls Beer, Font Salem e Pato Brewing, reunidas na associação Cervejeiros de Portugal.

Entre as presenças nacionais destaca-se ainda Tiago Brandão, o primeiro português a liderar a European Brewery Convention e que é diretor de projeto do Super Bock Group.

Na Europa os sinais de crescimento são positivos e em Portugal o sector também continua em alta, muito impulsionado pelo turismo e agora aquecido também pelas temperaturas típicas do verão. As cervejas artesanais são uma tendência crescente em Portugal e no continente.

A diversificação da oferta têm ganho adeptos entre os portugueses, que são os principais consumidores desta bebida fora de casa na Europa. Ainda assim, Portugal é apenas o 15.º produtor europeu. Posição no ranking que não desincentiva ao nascimento de cervejeiras, pelo contrário, elas multiplicam-se de ano para ano.

Face ao resto do velho continente, Portugal acordou mais tarde para o movimento das artesanais, mas hoje há uma infinidade de novas marcas e novos lançamentos. Só entre abril de 2017 e abril de 2019, as vendas desta categoria de cervejas cresceram 88% em valor e 112% em quantidade, num mercado global que evoluiu 8% em valor e 5% em quantidade, no mesmo período, segundo dados da Nielsen.

Considerado apenas o último ano, o acréscimo foi de 10% em valor e 15% em quantidade, três a cinco vezes mais do que os 3% do mercado total de cervejas.

As perspetivas de todos os cervejeiros para a estação quente, que se aproxima, são positivas: mais crescimento e mais marcas artesanais.

(Em atualização)

A jornalista viaja a convite da associação Cervejeiros de Portugal

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