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CFO da Huawei detida no Canadá vai ser extraditada para os EUA

Foto: EPA/Maxim  Shipenkov
Foto: EPA/Maxim Shipenkov

Meng Wanzhou é a diretora financeira da Huawei e foi detida no Canadá, devendo se extraditada nas próximas horas para os Estados Unidos.

É uma notícia que pode reacender as tensões entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China. A diretora financeira (CFO na sigla em inglês) da empresa de telecomunicações Huawei, e filha do fundador da empresa, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá e deverá ser extraditada para os Estados Unidos nas próximas horas.

De acordo com o Financial Times (FT), a detenção está relacionado com uma investigação que está a ser desenvolvida pelos EUA em torno de uma alegada violação das sanções aplicadas ao Irão. Uma notícia do New York Times, citada pela BBC, indica que os departamentos quer do Comércio e do Tesouro intimou a empresa sobre suspeitas de violação das sanções tanto em relação ao Irão como em relação à Coreia do Norte. Os EUA têm acusado a empresa de serem uma ameaça à segurança nacional nos EUA.

As autoridades canadianas detiveram Meng Wanzhou no passado sábado, dia 1. Entretanto, o ministro da Justiça do Canadá confirmou, segundo a BBC, a detenção de Wanzhou e adiantou que: “ela deverá ser extraditada para os EUA e deverá ser ouvida esta sexta-feira e estabelecido um valor para fiança”.

Fontes diplomáticas do FT, avançaram que os Estados Unidos estão a investigar Meng Wanzhou relacionado com uma investigação criminal relacionada com tentativas da empresa para vender equipamentos produzidos nos EUA ao Irão, algo que pode constituir-se uma como uma violação das sanções aplicadas ao Irão.

Pequim já reagiu a esta detenção, tendo pedido que o Canadá e os EUA libertem a diretora financeira da Huawei. A embaixada chinesa em Otava disse que a China “opõe-se firmemente e protesta fortemente contra este tipo de ações que seriamente prejudicam os direitos humanos da vítima”.

A Huawei, por sua vez, disse que há muito pouca informação sobre as acusações e não “está ciente de qualquer irregularidade [perpetrada por] Meng Wanzhou”.

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