CGD prepara emissão de dívida subordinada

Equipa de gestão começa roadshow a 20 de março. Sindicato bancário já foi mandatado para tratar da operação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a preparar a emissão de obrigações altamente subordinadas que fazem parte do plano de recapitalização aprovado por Bruxelas.

O banco público vai emitir 930 milhões de euros de dívida em duas tranches, sendo que a primeira acontecerá em simultâneo com a injeção de capital no valor de 2,5 mil milhões de euros, abaixo dos 2,7 mil milhões de euros inicialmente previstos.

Segundo a Bloomberg, o banco liderado por Paulo Macedo já contratou o sindicato bancário para coordenar a operação. CaixaBI, Barclays, Citi, Deutsche Bank e JPMorgan serão responsáveis pela emissão que, nesta primeira tranche, será de 500 milhões de euros. A emissão seguinte, de 430 milhões de euros, será realizada num prazo de 18 meses.

A equipa de gestão liderada por Paulo Macedo vai também realizar um roadshow junto de investidores internacionais que arranca dia 20 deste mês. O Primeiro-Ministro António Costa garantiu ontem que o banco entrará em abril com a recapitalização concluída, em linha com o que já tinha sido dito pelo Presidente da República.

Esta emissão de dívida será reservada a investidores institucionais, como noticiou em primeira mão o Dinheiro Vivo. Ou seja, os pequenos investidores particulares, de retalho, não terão acesso a este produto que não é convertível em ações do banco público.

A emissão será realizada com um cupão de 5,125%, segundo a Bloomberg, mas os custos para a CGD rondarão os 10% de juro, como já tinha antecipado o ministro das Finanças.

O plano de recapitalização da CGD que foi aprovado por Bruxelas ronda os cinco mil milhões de euros e prevê, além da componente financeira, uma reestruturação da operação, com a redução de custos na ordem dos 20%, o corte de 2200 trabalhadores e o encerramento de cerca de 300 balcões.

 

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