CGD vota entrega de dividendos ao Estado dia 31 de maio

A última vez que a CGD pagou dividendos ao Estado foi em 2010. Será votada proposta de entrega de 200 milhões de euros.

A assembleia-geral da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que votará a entrega de 200 milhões de euros em dividendos ao Estado, ocorrerá em 31 de maio, indicou fonte oficial à Lusa.

A assembleia-geral da CGD "será dia 31 de maio pelas 12:00, mas não é aberta à comunicação social", adiantou fonte oficial do banco público à Lusa.

Na assembleia-geral anual será votada a proposta de distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2018.

No final de abril, a CGD informou o mercado que reservou 200 milhões de euros para dividendos -- os primeiros desde 2010 -- a entregar ao acionista único (o Estado), tendo já obtido "a respetiva aprovação por parte das entidades de supervisão competentes".

A informação constava do Relatório de Gestão e Contas da CGD referente a 2018, ano em que o banco teve lucros de 496 milhões de euros, que foi divulgado no 'site' da Comissão do Mercado e Valores Mobiliários (CMVM).

O resultado de 496 milhões de euros em 2018, correspondeu ao segundo ano consecutivo de lucros da CGD, ficando bem acima dos 51,9 milhões de euros registados em 2017, e seguindo-se aos prejuízos acumulados acima de 3.800 milhões de euros entre 2011 e 2016.

Depois, em 02 de maio, na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro trimestre deste ano (126 milhões de euros de lucro), Paulo Macedo considerou que a distribuição de dividendos ao Estado "é um dos fatores" da "normalização da atividade do banco".

E Paulo Macedo referiu também, em 08 de maio, que quer que os dividendos que o banco público irá pagar este ano ao Estado sejam os primeiros de "uma longa série".

"Terá de ser o nosso empenho

, é ser uma longa série e sobretudo pôr os portugueses mais exigentes com o retorno" do investimento do Estado na CGD, disse o presidente executivo do banco público, na Conferência CEO Banking Forum.

Na mesma ocasião, Paulo Macedo frisou que, uma vez que a última recapitalização de quase 5.000 milhões de euros foi feita como se "de um investidor privado se tratasse", o Estado terá de ser ressarcido.

A última vez que a CGD pagou dividendos ao Estado foi em 2010.

Em outubro do ano passado, o secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, disse em entrevista ao Jornal Económico que o Governo esperava conseguir em 2019 cerca de 200 milhões de euros com os dividendos da CGD, valor que Paulo Macedo considerou "plausível" uns dias depois.

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