Direitos laborais

CGTP acusa dona da Zara de violar direitos dos trabalhadores

Arménio Carlos, CGTP. (Orlando Almeida / Global Imagens)
Arménio Carlos, CGTP. (Orlando Almeida / Global Imagens)

O líder da CGTP acusou o grupo Inditex de violar os direitos dos trabalhadores, sendo que, em causa estão os contratos parciais sem horário definido.

Arménio Carlos, líder da CGTP, acusou o grupo de retalho espanhol Inditex de violar os direitos dos trabalhadores. Em entrevista à rádio TSF, o líder da intersindical indicou que o grupo dono de marcas como Zara, Bershka, Massimo Dutti e Pull and Bear, de ter contratos parciais sem horário definido. Em causa estão também os baixos salários pagos pela empresa aos trabalhadores.

“É inadmissível que na Inditex estejam a impor trabalho parcial de quatro horas, deixando esses trabalhadores reféns, considerando que esses contratos de quatro horas podem ser determinados para qualquer hora do dia, de acordo com o interesse da empresa. Ora, uma pessoa que tenha quatro horas de serviço tem, naturalmente, um salário proporcional a essas quatro horas de serviço, se não tiver alternativa, é uma pessoa que não tem condições para viver”, adiantou à TSF.

Arménio Carlos defendeu mesmo que esta é “uma situação de precariedade que roça a escravidão”, dado que “ninguém consegue viver com 300 euros por mês” e também porque, na sua visão, “não se admite que a Inditex esteja a impor contratos de trabalho parcial onde, simultaneamente, exige que os trabalhadores estejam disponíveis a qualquer hora do dia para fazerem esse mesmo trabalho parcial de quatro horas”.

O líder da CGTP disse ainda aos microfones da TSF que o caso da Inditex não é único e exige medidas do Governo: “Não podemos admitir que, chegados a este período natalício, tanto se fale de solidariedade e, simultaneamente, se continue a assistir e a não se tomar medidas por parte das entidades patronais e do Governo no que respeita ao combate à precariedade, a este modelo de baixos salários e trabalho precário que está, claramente, a esmagar direitos dos trabalhadores e, em relação aos jovens, a condicionar e a impedir que eles programem e organizem a sua vida no que respeita ao futuro.”

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