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CGTP responsabiliza Galp e Governo pela greve na refinaria de Matosinhos

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A greve na refinaria de Matosinhos, com uma adesão que "ronda os 80%", é, de acordo com a CGTP, da responsabilidade da Galp e do Governo.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, responsabilizou, em Leça da Palmeira, Matosinhos, a administração da Galp e o Governo pela greve na refinaria de Matosinhos, que está a registar uma adesão que “ronda os 80%”.

“Esta greve é da responsabilidade exclusiva quer do Conselho de Administração da Galp quer do próprio Governo que podiam ter atuado atempadamente para ajudar a encontrar uma solução e não o fizeram. E isso é grave”, disse Arménio Carlos.

O líder da CGTP deslocou-se ao início da manhã desta segunda-feira à refinaria da Petrogal, em Leça da Palmeira, Matosinhos, cujos trabalhadores iniciaram uma greve às 22:00 de domingo, prolongando-se até as 06:00 da próxima segunda-feira.

Os trabalhadores protestam em defesa da contratação coletiva, dos seus regimes de reforma e de saúde e para “parar com a brutal ofensiva da administração contra a contratação coletiva e, em particular, o Acordo de Empresa”.

“A administração continua a não responder às solicitações dos trabalhadores para negociar e, sobretudo, às suas reivindicações”, disse Arménio Carlos, lamentando que a reunião agendada para o passado mês de junho e adiada devido aos incêndios, se vá realizar “apenas no próximo dia 20”.

Segundo o Sindicalista, “essa reunião já se devia ter feito antes do início da greve, para procurar encontrar uma solução, e isso não foi feito”.

“Não basta dizer que é necessário dinamizar a contratação coletiva e, sobretudo, assegurar a negociação entre as partes. É preciso tomar iniciativa, é preciso criar condições para que isso se faça, e o Governo, até agora, não o fez”, referiu.

Arménio Carlos criticou ainda o despacho de serviços mínimos do Ministério do Trabalho que, em seu entender, põe em causa o direito de greve.

“Como todos sabem, a greve quando se faz tem um objetivo, é o ultimo instrumento que os trabalhadores têm para pressionar as empresas e, isso, logicamente, implica prejuízo para as empresas”, sublinhou.

Disse ainda que se “constata neste momento que os despachos estão a sair para salvaguardar os interesses económicos das empresas, pondo em causa o direito de greve e, já agora, o direito dos trabalhadores exercerem a pressão sobre as empresas. Isto não pode ser e é grave que os ministérios do Trabalho e da Economia a assumam este tipo de atitude”.

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