Guerra comercial

China Eastern Airlines pode deixar de encomendar na Boeing

The engine and body of the Boeing 787 Dreamliner is seen at the Farnborough International Airshow 2010 in Farnborough

Transportadora avisa que condições de mercado podem alterar-se com tensões comerciais.

A segunda maior transportadora aérea comercial chinesa, a China Eastern Airlines, diz que poderá impor alterações nas rotas que opera para os Estados Unidos, e inclusivamente mudar os aviões da sua frota em função de uma guerra comercial entre Pequim e Washington. A companhia tem atualmente 20 aparelhos Boeing 777, além de 45 modelos 330-200 da Airbus.

“Caso a guerra comercial Estados Unidos-China se agrave progressivamente, as condições de mercado certamente afetarão os números de passageiros, volume de carga transportada e a introdução de novos aviões”, disse esta quarta-feira o CEO da China Eastern Airlines, Ma Xulun, citado pelo jornal South China Morning Post após a apresentação dos resultados anuais da companhia.

O aviso sucede-se ao anúncio de imposição, hoje, pelo Ministério do Comércio chinês, de nova tarifas (25%) sobre as importações de soja, carros e aviões americanos, entre outros produtos de uma lista de 106 linhas tarifárias em retaliação por uma ação iniciada por Washington, terça-feira, contra 1300 produtos tecnológicos chineses.

Cada uma das ações comerciais visa criar custos adicionais para importações no valor de cerca de 50 mil milhões de dólares. A China responde, assim, com a reciprocidade prometida aos Estados Unidos, num processo de escalada das tensões comerciais iniciado este mês com novas tarifas americanas sobre compras de aço e alumínio ao exterior.

O preço das ações da Boeing estava esta manhã (10h20, hora de Nova Iorque) a cair 4%, para 317,8 dólares por título.

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