Chineses da REN passam a controlar maior elétrica do Chile

No primeiro semestre de 2021, segundo a imprensa chilena, a China liderou o investimento estrangeiro no país, com mais de 5,5 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros), superando os Estados Unidos e o Canadá.

O grupo China State Grid, que em Portugal é o maior acionista da REN, assumiu na segunda-feira o controlo do Conselho de Administração da maior empresa de eletricidade do Chile, a Compañía General de Electricidad (CGE).

A estatal chinesa comprou, em março passado, uma participação de 96,04% da empresa, à espanhola Naturgy, por cerca de 3 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros).

A CGE detalhou à Comissão do Mercado Financeiro do Chile a renovação do seu Conselho de Administração, ao qual se juntou Dai Yan (presidente nomeado), Liang Chengzhong, Huang Futao, Liu Chengzu e Rodrigo Valdés, ex-Ministro das Finanças do Chile.

Com esta operação, a State Grid consolidou o controlo de mais de metade do mercado de distribuição de energia elétrica no Chile.

Em 2019, a estatal chinesa assumiu a empresa responsável por grande parte da distribuição de energia elétrica de Valparaís, centro litoral do país, por cerca de 2,4 mil milhões de dólares.

Apesar da profunda crise social, política e institucional que abala o Chile desde o final de 2019, incluindo a maior onda de protestos desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e o devastador golpe económico da pandemia, os investimentos chineses no país não perderam força.

No primeiro semestre de 2021, segundo a imprensa chilena, a China liderou o investimento estrangeiro no país, com mais de 5,5 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros), superando os Estados Unidos e o Canadá.

A China tem projetos em vários setores económicos, além da eletricidade, incluindo infraestrutura e extração de mineração.

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