Chineses: “Estamos bastante confortáveis com estes 25%” da REN

A State Grid garantiu hoje que não pretende controlar a Redes Energéticas Nacionais (REN), mas sim ser o seu principal investidor, estando mesmo disponível para apoiar financeiramente a empresa nos projectos que ela quiser desenvolver.

“Não procuramos o controlo. Queremos ficar como parceiro estratégico e queremos manter a REN independente. Estamos bastante confortáveis com estes 25%”, disse fonte oficial da empresa num encontro em Lisboa.

O objectivo da empresa chinesa, diz o mesmo responsável, é “ser o maior investidor e acionista da REN” e não “envolvermos-nos na gestão corrente”.

A State Grid garante ainda que pretende apoiar os projectos da REN, em Portugal e no estrangeiro. “Queremos ajudar com suporte financeiro e tecnológico para que a REN se possa comprometer com os seus objectivos de empresa regulada em Portugal”, disse a mesma fonte, acrescentando ainda que está também disponível para ajudar na REN na sua expansão internacional.

Os projectos em conjunto nos mercados já identificados pela State Grid como prioritários virão mais tarde, “quando formos o maior acionista e o negócio estiver de facto fechado”.

Isto porque apesar de assinado um primeiro contrato, o Governo tem ainda de publicar a legislação que permita a entrada dos chineses na REN, fazendo com que a ooperação esteja mesmo fechada em Abril.

Moçambique, Angola e Brasil foram os países escolhidos pela State Grid para expandir a sua actividade internacional e para estabelecer parcerias com a REN. De acordo com a mesma fonte da empresa, estes mercados são relevantes para o crescimento tanto da REN como da State Grid, e o facto de terem a empresa portuguesa como parceiro vai ajudar devido à relação que Portugal tem com estes mercados.

“Queremos convidar a REN a ser um fornecedor de serviços no Brasil e também a desenvolver projectos em cojunto”, acrescentou o mesmo responsável.

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