Energia

Chineses têm alternativa latina caso OPA à EDP falhe

António Mexia, presidente executivo da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes
António Mexia, presidente executivo da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

China Three Gorges poderá aumentar a exposição aos ativos da elétrica portuguesa no Brasil ou mesmo criar uma parceria naquele país.

A China Three Gorges poderá aumentar a exposição aos ativos brasileiros da EDP. Este será o plano B que está a ser avaliado pelo grupo chinês caso falhe a OPA – Oferta Pública de Aquisição lançada sobre o grupo energético português, adianta este sábado a Bloomberg, citado fontes ligadas ao processo. A informação surge no dia depois de a CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter prestado um esclarecimento sobre a OPA do grupo chinês.

Se a OPA falhar, a China Three Gorges admite investir em alguns dos ativos da EDP no Brasil ou até mesmo criar uma nova empresa neste mercado. As participações nesta joint venture seriam divididas entre chineses e portugueses, segundo a agência de informação norte-americana.

Desta forma, o conglomerado chinês não ficaria exposto aos riscos regulatórios dos Estados Unidos e da União Europeia, onde a EDP tem vários negócios. Esta opção evitaria as críticas de um negócio falhado embora a decisão tenha ainda de passar pelos reguladores chineses.

Esta é a segunda vez que é noticiado este cenário pós-OPA à EDP. Há um exatamente um mês, dia 13 de março, a Reuters escrevia que a China Three Gorges poderia avançar com uma joint venture na América Latina caso a compra da elétrica portuguesa falhasse.

Chineses e portugueses já têm uma joint venture no Peru, a Hydro Global, que ganhou, em 2017, o concurso para construção e exploração de uma barragem naquele país, num investimento estimado de 500 milhões de dólares (442,5 milhões de euros, segundo o câmbio atual).

Na sexta-feira, a CMVM confirmou que a OPA da CTG sobre o grupo EDP poderá ser extinta já na próxima Assembleia Geral de Acionistas, a 24 de abril. No entanto, mesmo que esse cenário não se verifique e a OPA se mantenha, o supervisor vai dar aos acionistas chineses da EDP o prazo máximo de 45 dias para cumprirem “as restantes condições de que depende o registo e lançamento das ofertas, nomeadamente a obtenção de todas as aprovações ou autorizações administrativas exigíveis”. Ou seja, um mês e meio para ter a aprovação de Bruxelas e ainda o sim de Donald Trump nos Estados Unidos, entre outras geografias onde a EDP opera.

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