Chiquita rejeita proposta, mas Safra e Cutrale insistem na aquisição

O banqueiro brasileiro Joseph Safra e a produtora de sumos de laranja Cutrale apelaram este fim de semana aos acionistas da Chiquita para que rejeitem a proposta de fusão com a irlandesa Fyffes e reconsiderem a sua oferta.

O grupo de investimento de Safra e a Cutrale fizeram, no dia 11 de agosto, uma oferta de 13 dólares por ação (o equivalente a um prémio de 29% face ao valor de fecho a 8 de agosto) para adquirir a Chiquita. No total, a oferta atinge os 610,5 milhões de dólares (455,79 milhões de euros) e a dívida da Chiquita seria assumida pelos brasileiros.

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Mas a empresa norte-americana rejeitou a proposta, decidindo não realizar qualquer tipo de negociações. Segundo o Financial Times, Safra e a Cutrale reagiram em comunicado enviado ao mercado, afirmando que a intenção da Chiquita de avançar com a fusão com a Fyffes é "a continuação das suas decisões estratégicas falhadas e da destruição de valor dos acionistas".

Os analistas acreditam que, para que a Chiquita aceite, pelo menos, abrir portas a negociações, será necessário elevar a proposta até 15 dólares por ação. Mas, para já, a fusão entre a norte-americana e a irlandesa, que foi anunciada em março deste ano e que criaria a maior empresa e distribuidora de bananas do mundo, parece ser já dada como certa.

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