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Cimpor reduz prejuízos para 490,3 milhões de euros em 2017

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Por seu lado, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) baixou de 352,6 para 299,4 milhões de euros no ano passado.

A Cimpor registou um prejuízo 490,3 milhões de euros em 2017, o que representou uma redução face às perdas de 787,6 milhões de euros verificadas no ano anterior.

De acordo com o relatório de gestão de 2017, divulgado na página da companhia na internet, “o resultado líquido apresentou uma recuperação de 44% em relação ao valor de 2016, somando um prejuízo de 439 milhões de euros e um prejuízo líquido atribuível a acionistas de 490 milhões de euros”.

Por seu lado, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) baixou 15,1%, de 352,6 milhões de euros para 299,4 milhões de euros no ano passado.

A empresa aponta no documento que, “em 2017, assistiu-se a uma evolução favorável do capital próprio e do processo de desalavancagem da companhia, potenciados entre outros aspetos pelas prestações acessórias pelo acionista controlador (InterCement Austria Holding, GmbH), pelo IPO [oferta pública inicial] da Loma Negra (Argentina) e pela alienação da uma participação da Hidreletrica Estreito (Brasil)”.

“Em termos operacionais, por um lado, Argentina, Paraguai, Portugal e África do Sul apresentaram um claro crescimento no volume de negócio, EBITDA e fluxo de caixa. Por outro, o ambiente económico do Brasil, o Egito e Moçambique contraíram a performance da empresa e os seus resultados financeiros, afetando os ganhos obtidos”, observa a Cimpor.

No que toca ao volume de negócios, subiu 2,3% neste período, passando de 1,84 mil milhões de euros para 1,89 mil milhões de euros.

A Cimpor assinala que, “apesar de manter as vendas de cimento e clínquer ao mesmo nível do ano anterior, o incremento de 9,5% no preço médio de venda do cimento permitiu um aumento de 2,3% no volume de negócios, atingindo 1,9 mil milhões de euros”.

A empresa precisa que as vendas de cimento atingiram as 24 milhões de toneladas em 2017, “alinhadas com o número observado em 2016”, adiantando que “a desaceleração dos mercados brasileiros e moçambicanos devido às condições macroeconómicas foram compensadas pela performance da Argentina e de Portugal”.

Este relatório vai ser apreciado na assembleia-geral da Cimpor, marcada para 29 de maio.

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