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Cinema. Lisboa com quebra de receita e de pedidos de filmagens em 2017

Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens
Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Obras na cidade justificam quebra de receitas, segundo coordenador da Lisbon Film Commision.

A Comissão de Cinema de Lisboa recebeu em 2017 menos pedidos de filmagens e registou uma quebra de 20% nas receitas de taxas municipais, disse à agência Lusa a coordenadora executiva, Rita Rodrigues.

“Desde a implementação da Lisbon Film Commission, em 2013, o número de filmagens em Lisboa tem vindo a crescer, mas em 2017 estivemos ligeiramente abaixo, porque foi um ano de muitas obras na cidade”, explicou a responsável.

Em 2017, esta estrutura autárquica recebeu 700 pedidos para filmagens e sessões fotográficas em espaços interiores e exteriores de Lisboa, menos 94 pedidos do que no ano anterior.

Quanto à cobrança de taxas municipais pela ocupação de espaços públicos para realização de filmagens, a comissão registou uma receita de 486 mil euros, ou seja, menos 123 mil euros do que em 2016.

A Comissão de Cinema de Lisboa foi criada para promover Lisboa com destino de rodagem de produções de cinema, audiovisual ou produções fotográficas, portuguesas e estrangeiras, e funciona como interlocutora e facilitadora dos processos burocráticos municipais.

Em 2017, os 700 pedidos recebidos foram para 346 produções, como filmes de publicidade, longas-metragens, séries televisivas, telenovelas, ‘videoclips’ ou filmes de estudantes. Em média, a cidade foi palco de seis filmagens diárias.

Desses 700 pedidos, apenas 31% tiveram apoio municipal e 24% dizem respeito a filmagens para mercados estrangeiros.

As licenças atribuídas pela autarquia para estas atividades referem-se à ocupação do espaço público, estacionamento, alterações na iluminação pública e aluguer de espaços municipais, como cemitérios, piscinas, palácios, museus.

Segundo Rita Rodrigues, há uma estimativa de dez milhões de euros gastos em 2017 pelas produtoras de cinema em Lisboa, mas o valor é apenas uma estimativa que peca por defeito, porque não há qualquer obrigatoriedade das entidades revelarem essa informação.

As freguesias de Santa Maria Maior, Misericórdia, Parque das Nações, Estrela, Santo António, Arroios e Avenidas Novas foram as mais requisitadas para as filmagens.

No que toca apenas ao cinema português, a comissão elenca quatro filmes que apoiou em 2017: “O fim da inocência” e “Índice médio de felicidade”, ambos de Joaquim Leitão, “São Jorge”, de Marco Martins, e “Alguém como eu”, de Leonel Vieira.

Nos últimos anos têm surgido diversas comissões de cinema (ou ‘film commissions’, por usarem o nome em inglês) pelo país, que pretendem promover determinada região ou cidade como destino de eleição para filmagens.

Atualmente, está em processo a criação de uma ‘film comission’ nacional, para “apoiar e promover o cinema e o audiovisual e a internacionalização de Portugal como destino de filmagens”.

Em janeiro, o Governo anunciou a criação de um grupo de trabalho inter-ministerial, coordenado pela secretaria de Estado da Cultura, para pôr em prática uma futura comissão de âmbito nacional.

O grupo de trabalho, que incluirá representantes de várias áreas, nomeadamente Cultura, Turismo e Modernização Administrativa, terá de estar delineado até maio.

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