Cláudia Azevedo

Cláudia, a filha mais parecida com Belmiro, assume a liderança da Sonae

Cláudia e Paulo Azevedo
(José Carmo/Global Imagens)
Cláudia e Paulo Azevedo (José Carmo/Global Imagens)

A gestora agradeceu a confiança demonstrada na sua escolha e disse que enfrentaria os novos desafios com "determinação" e "otimismo".

Cláudia Azevedo foi eleita hoje presidente executiva da Sonae. Aquela que é apontada entre os três filhos de Belmiro de Azevedo como a mais parecida com o pai e fez carreira desde a década de 1990 em várias áreas de negócio do grupo comandará os destinos da Sonae até 2022.

Nesta que é a maior alteração ao grupo desde a morte de Belmiro de Azevedo, o conselho de administração é ainda alargado de oito para 10 elementos, conforme a empresa comunicou esta noite à CMVM, contando com Paulo Azevedo (chairman), Ângelo Paupério, José Manuel Neves Adelino, Margaret Lorraine Trainer, Marcelo Faria de Lima, Carlos Moreira da Silva, Fuencisla Clemares, Philippe Haspeslagh e João Dolores no novo conselho.

A sucessão na liderança da Sonae foi feita a pedido da Efanor (que detém 53% da Sonae SGPS, 63% da Sonae Capital e 69% da Sonae Indústria), “na sequência da vontade manifestada pelos engenheiros Paulo Azevedo e Ângelo Paupério de, após o termo do atual mandato (que partilhavam), passarem o testemunho das funções executivas até agora exercidas”.

Na reunião de ontem, foi ainda aprovada a distribuição de dividendos brutos de 0,0441 euros por ação aos acionistas, mais 5% do que no ano anterior.

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Uma mulher com killer instinct

A filha mais nova do empresário Belmiro de Azevedo, irmã de Nuno e Paulo Azevedo, a quem agora sucede, completou 49 anos a 13 de janeiro e tem dois filhos, sendo licenciada em Gestão pela Universidade Católica do Porto, com um MBA no Insead. Nas palavras do pai, que morreu em novembro de 2017, sempre foi, dos três filhos, a mais parecida com ele, “em termos emocionais e comportamentais”, tendo sido por ele apontada em 2008 no livro O Homem Sonae como a que “tem mais killer instinct“.

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Cláudia ingressou na Sonae no início da década de 90, no marketing do Banco Universo, tendo desde então desempenhado diversos cargos nas várias áreas de negócio do grupo, sobretudo em áreas ligadas à comunicação, publicidade e marketing. Em 1998 assumiu a direção da área na Optimus e em 2006 chegou à administração da Sonaecom, sendo administradora da NOS e do Público. Em 2012 tornou-se administradora da Zopt, empresa constituída pela Sonaecom e por Isabel dos Santos para controlar a Zon-Optimus, que resultou da fusão das duas companhias.

Desde 2013 era presidente executiva da Sonae Capital, empresa do grupo que tem negócios na área do turismo, fitness e energia, tendo entretanto renunciado a este cargo para se preparar para a presidência executiva da Sonae SGPS, um dos maiores grupos empresariais portugueses, com negócios nas áreas do retalho alimentar, saúde e bem-estar, desporto, eletrónica, imobiliário, turismo, serviços financeiros, centros comerciais, telecomunicações e tecnologias emergentes.

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Segundo vários perfis publicados nos últimos anos, Cláudia Azevedo tem um perfil duro, austero, racional e obstinado, semelhante ao do pai, não gostando de aparecer em eventos públicos e mantendo grande discrição sobre a sua vida privada. Apesar de muito reservada, diz-se que tem sentido de humor.

Num comunicado de imprensa divulgado em julho do ano passado, após se saber que iria liderar a Sonae SGPS, a gestora agradeceu a confiança demonstrada na sua escolha e disse que enfrentaria os novos desafios com “determinação” e “otimismo”.

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No passado dia 21 de março, durante a apresentação dos resultados de 2018 do grupo Sonae, Paulo Azevedo apontou como o principal desafio da nova administração do grupo dar à empresa “uma verdadeira escala internacional”. “O meu compromisso convosco é de, nas minhas novas funções [administrador não executivo], lutar para que continuem a ter condições para tomar decisões de longo prazo de criação de valor económico e social e que tenham a autonomia, o cuidado e a atenção para poderem tomar decisões importantes e rápidas e que consigam levar a Sonae para novos patamares e que consigam, especialmente, atingir uma verdadeira escala internacional para a Sonae”, afirmou na altura.

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