CMVM pede esclarecimentos ao BCP após notícias sobre aumento de capital

Fugas de informação levaram a anúncio da operação ainda com a bolsa em negociação, levando a oscilação rápida das ações do banco

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pediu ao Banco Comercial Português (BCP) informações sobre o alegado aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros hoje noticiado por alguns sites noticiosos, revelou à Lusa fonte oficial do regulador.

"A CMVM pediu que fosse prestada informação ao mercado", disse fonte oficial da entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias.

O jornal 'online' ECO avançou esta tarde e ainda com a bolsa em negociação que o BCP se prepara para realizar um aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros, com o Jornal de Negócios a acrescentar, já depois do fecho da sessão, vários detalhes sobre a operação, inclusivamente, o preço da mesma e as várias instituições que vão garantir a subscrição do reforço de capital, como é o caso da Fosun (a maior acionista do BCP) e um consórcio de bancos internacionais.

A Lusa tentou contactar fonte oficial do BCP, algo que não foi possível até ao momento, verificando-se o mesmo com as tentativas de contacto feitas pelo Dinheiro Vivo.

O aumento de capital

Segundo o que começou a ser noticiado ainda antes do fecho da bolsa, o BCP prepara-se para anunciar um aumento de capital de 1300 milhões de euros, com um desconto bastante significativo, já que cada nova ação será vendido a 9,4 cêntimos, menos 90% face à cotação com que o banco acabou por encerrar a negociação de hoje.

Este aumento de capital destinar-se-á aos atuais acionistas do BCP e vai exigir o lançamento de quase 14 mil milhões de ações para chegar aos 1300 milhões.

O banco de Nuno Amado continua assim a sua estratégia de compensar e reforçar capitais, sendo que parte do valor deste aumento de capital servirá igualmente para pagar os 700 milhões de euros em CoCos que o banco ainda não devolveu.

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