Consumo

Coca-Cola estuda bebidas à base de canábis

(REUTERS/Marcos Brindicci)
(REUTERS/Marcos Brindicci)

Aposta em bebidas alternativas permite aumentar número de clientes com opções mais saudáveis.

As grandes empresas de bebidas tradicionais procuram alternativas para abranger o mais possível o gosto dos consumidores. O grupo Coca-Cola, tendo isso em conta, pondera entrar no negócio das bebidas feitas à base de canábis e até já estará a negociar com os canadianos da Aurora Cannabis, adianta esta segunda-feira a agência Bloomberg.

“Em conjunto com muitas outras empresas do sector das bebidas, a Coca-Cola está a analisar de perto a evolução do mercado de bebidas elaboradas à base de canábis não psicoativa como ingrediente para as bebidas de bem-estar funcionar em todo o mundo. Este mercado irá evoluir rapidamente. No entanto, ainda não tomámos qualquer decisão”, refere comunicado do grupo norte-americano de bebidas citado pela mesma fonte.

Vários grupos estão a apostar em bebidas alternativas: a Constellation Brands, fabricante da cerveja Corona, investiu recentemente 4 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) na empresa canadiana produtora de canábis Canopy Growth; a Diageo, dona da Johnny Walker, adiantou recentemente que está a estudar as vantagens das infusões e bebidas feitas com base na canábis.

Leia aqui: Canábis medicinal. Tilray contrata 100 pessoas e constrói fábrica em Portugal

Além da canábis, as marcas de bebidas também apostam em outras alternativas mais saudáveis para os consumidores. Em agosto, a Pepsi comprou a SodaStream por 3,2 mil milhões de euros. Esta empresa israelita comercializa um sistema que permite transformar água da torneira em água com gás em segundos. É uma alternativa às bebidas compradas no supermercado, porque a água com gás saída das máquinas da SodaStream pode ter os mais variados sabores, mas com menos açúcar.

Em Portugal, desde 1 de julho que pode ser receitada marijuana a doentes, mas não o autocultivo desta planta por parte deles. A canábis só pode ser receitada por médicos e comprada em farmácias, de acordo com a legislação aprovada pelos deputados da Assembleia da República.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

1400 empresas já pediram para aderir ao novo lay-off, apoios só a 28 de abril

Antonoaldo Neves, presidente executivo da TAP. Fotografia: Adelino Meireles/Global Imagens

TAP também vai avançar com pedido de layoff

Veículos da GNR durante uma operação stop de sensibilização para o cumprimento do dever geral de isolamento, na Autoestrada A1 nas portagens dos Carvalhos/Grijó no sentido Sul/Norte, Vila Nova de Gaia, 29 de março de 2020. MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Mais de 80 detidos e 1565 estabelecimentos fechados

Coca-Cola estuda bebidas à base de canábis