Coca-Cola faz 45 anos em Portugal com 99,2% das embalagens recicláveis

Diretor-geral diz que a a multinacional contribuiu, em 2021, com 418 milhões de euros para a economia portuguesa. Apesar da conjuntura, cresceu no primeiro semestre.

Foi em 1997, mais concretamente no dia 4 de julho de 1977, que num café da baixa de Lisboa se vendeu em Portugal a primeira Coca-Cola. Este ano, a marca celebra 45 anos da sua presença no nosso país, e orgulha-se de, ao longo destes anos, ter conseguido "criar momentos memoráveis com os portugueses", afirma, ao Dinheiro Vivo, o diretor-geral da Coca-Cola Europacific Partners (CCEP), Rui Serpa. Com o tempo, cresceu também a preocupação ambiental e, agora, a empresa encurta metas e já 99% das embalagens são recicláveis.

Durante estas quatro décadas e meia, a empresa cresceu em território nacional, criou postos de trabalho e, como frisa aquele responsável, participou "num período de forte desenvolvimento do país". Atualmente, emprega mais de 400 pessoas, comercializa 15 marcas diferentes e quase cinco dezenas de produtos. No ano passado, a CCEP vendeu 236 milhões de litros de bebidas e contribuiu com 418 milhões de euros para a economia nacional. Ou seja, o equivalente a cerca de 0,2% do PIB de Portugal, em impostos, lucros e salários de toda a cadeia de fornecedores e clientes (contabilizada apenas a parte aplicável ao sistema Coca-Cola), assegura Rui Serpa. No primeiro semestre deste ano, e apesar de toda a conjuntura económica, o gestor explica que "a nível global CCEP, conseguimos um forte crescimento das vendas e ganhámos quota de mercado". Embora sem adiantar valores, o diretor-geral justifica a melhoria com a recuperação da atividade de restaurantes, bares e cafés, o regresso das viagens e turismo para muitos consumidores e um canal home muito resiliente.

No entanto, e como explica, apesar da subida galopante da inflação, o trabalho da empresa passa por ajustar os canais de venda aos tempos que se vivem. E exemplifica: "O aumento global do turismo está a ajudar o canal away from home na recuperação pós covid e muitas das tendências do consumo em casa continuam". Por outro lado, o facto de o take-away e o home delivery (entregas) terem crescido exponencialmente durante a pandemia, abriu a porta à exploração desses novos canais, por parte da marca.

Como para qualquer outra empresa ligada à alimentação, o acesso às matérias-primas também não se tem revelado muito fácil para a Coca-Cola Europacific Partners. "De forma generalizada tem-se verificado em todos os setores um aumento crescente do custo das matérias-primas, fruto sobretudo do aumento dos custos de transporte e energia e eventual disponibilidade das mesmas no mercado", lamenta Rui Serpa, que garante que, no entanto, os planos de contingência e continuidade de negócio da marca permitem fazer face às oscilações que possam ser sentidas no processo de aquisição de matérias-primas.

Encarar os próximos tempos com "responsabilidade e otimismo", apostar em "excelentes produtos", numa "excelente execução", com "inovação e sustentabilidade" é a resposta da CCEP para esta altura em que o cabaz básico de alimentação aumentou e quando as bebidas refrigerantes podem tender a tornar-se redundantes. "É verdade que os últimos anos têm sido bastante voláteis, mas o desafio também é esse, estarmos sempre preparados para dar resposta", declara Rui Serpa. "Mas o motivo por que dizemos que a Coca-Cola é uma marca intemporal é, também, porque se consegue adaptar aos tempos", frisa, lembrando que, embora as tendências de consumo e os mercados tenham sofrido várias mudanças ao longo destes 45 anos, a insígnia conseguiu manter a sua presença no mercado.

Adaptar-se às exigências do consumo atual, obriga a trabalhar em prol da sustentabilidade ambiental. A estratégia da CCEP baseia-se em seis pilares - bebidas, embalagens, sociedade, cadeia de fornecimento, clima e água. Como frisa Rui Serpa, o packaging (embalagens) é incontornável nesta área de negócio. "Atualmente, as embalagens que produzimos e comercializamos são 99,2% recicláveis. No final de 2021, incorporávamos 24,7% de plástico reciclado nas garrafas das bebidas com gás e 50% nas bebidas sem gás", revela, adiantando que o objetivo da empresa era chegar a 50% em todas as bebidas em 2025, mas a previsão já é de antecipação, já que será passível alcançar esta meta, a curto prazo. "Neste momento, todo o nosso portefólio em embalagem de plástico já é em PET transparente, o que permite uma maior circularidade das garrafas", frisa.

Atingir a neutralidade carbónica em toda a cadeia de fornecimento é outra das apostas da marca. Para já, e no que à emissão de gases com efeito de estufa diz respeito, conseguiu eliminar 25,7% desde 2019. "Ao mesmo tempo, ao nível da água, o nosso objetivo é tornar as nossas fábricas de produção tão eficientes quanto possível em termos da sua gestão de água", declara Rui Serpa. A breve trecho, a CCEP tem várias iniciativas planeadas que visam a redução das emissões de carbono e incorporação de mais plástico reciclado nas suas embalagens.

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